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26/07/2009 - 22:08

O melhor e o pior de “Coração Vagabundo”

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Há duas cenas essenciais em “Coração Vagabundo”, o documentário que acompanhou Caetano Veloso por 42 dias durante a turnê de “A Foreign Sound” em 2004. e que chegou aos cinemas nesta sexta-feira. A primeira revela as limitações do filme; a segunda, as virtudes.

Na abertura do documentário, a câmera passeia por um quarto de hotel até focalizar Paula Lavigne, produtora do documentário e então mulher de Caetano. Ela aponta para o banheiro e, por uma fresta da porta, vislumbra-se a nudez de Caetano por um segundo. Acreditar que este momento é relevante o suficiente para abrir o filme é um pensamento juvenil – bem de acordo com a idade que o diretor Fernando Grostein Andrade tinha ao realizar o filme, 22 anos. É um “escândalo” que já não escandaliza ninguém, mas rende notinhas no jornal e em sites para alimentar a publicidade do filme.

A outra cena está escondida lá pelo meio do filme. Durante um depoimento, Caetano revela estar triste por questões pessoais e diz preferir não falar sobre o assunto. Seria uma passagem banal se o personagem retratado não fosse conhecido por nunca se cansar de falar, por ter uma opinião formada sobre tudo. Ali o diretor captou o momento em que o retratado se revela sem máscara – ainda mais raro por Caetano ser radicalmente consciente da própria imagem. Isso é entrar na intimidade de um personagem, não olhar pela fresta da porta.

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12 comentários para “O melhor e o pior de “Coração Vagabundo””

  1. Neusa disse:

    Vcs viram o show do ROBERTO CARLOS? Apolítico, não filosófico, não polêmico, mas simplismente um ARTISTA, que não mama nas tetas da viúva, portanto independente. CAETANO E TDS OS OUTROS Q. VIVEM AS CUSTAS DO ESTADO, por sinal BAIANOS, dá um tempo. JÁ ERAM, JÁ SÃO, JÁ FORAM TCHAU!

  2. Neusa disse:

    AINDA PERDI MEU TEMPO

  3. amo caetano por seu talento maior-o gênio que sabe de tudo até o incansável.Grata

  4. Alvaro disse:

    A fresta da porta equivalerá às 42 diárias do hotel onde a celebridade se hospedou.
    Coração vagabundo.

  5. JULIO disse:

    Senhor ilustríssimo jornalista: ” Há duas essenciais …”, NÃO, reveja seus conceitos ou seu conhecimento de português ao escrever. ” Há duas essências “, ou ” Há duas coisas essenciais “, mas Há duas essenciais, nem alunos de primeiro grau escrevem”

  6. ruy disse:

    Péssimo o documentário.
    Quando será que faremos documentários realmente relevantes a cultura do nosso povo.
    Temos muita matéria prima boa por esse país a fora, profissionais de diversas áreas que hoje fazem a diferença em relação aos países mais desenvolvidos.

  7. Lucas disse:

    Só?

  8. André Veiga disse:

    Não vi, não verei, mas posso emitir uma opinião:

    O pior do filme – A presença de Caetano Veloso, por si só.
    O melhor do filme – O fato de que eu não sou obrigado a assisti-lo

  9. Caetano é único nas virtudes e nos defeitos;enfim um artista singular!Sou um brasileiro de bom gosto , por isso sempre vou caetanear.

  10. Fabio Negro disse:

    Nááássa, Caliiiiil!

    Muito boa essa observação sobre o Caetano sem máscara. Tipo, uma bela sacação sua, de sensibilidade!
    Vou prestar mais atenção em muita coisa NA VIDA depois dessa, sério!

    (sim, vim te elogiar. surpreeeesa!)

    http://twitter.com/Fabio_Negro

  11. castor disse:

    Tanta coisa para filmar nesse país e esse “muleke” faz um documentário sobre o caetano??? e a cena do banheiro? vergonha???a anos…

    prefiro isso a ver o filme: Caê Rouanet
    Letra e música: Heitor Branquinho

    Não existe músico novo que faça
    Não existe show pro povo de graça
    Já não tem empresa querendo patrocinar
    Tudo está nas mãos de quem conseguiu se consagrar

    No século passado ou
    por meios desviados

    Quem tem, quer mais pra ficar bem
    Quem não tem, não ganha nenhum vintém
    Fica tudo como está
    Assim é fácil falar mal

    Do mercado cultural
    Da crise de identidade
    Das grandes cidades
    Da MPB

    Caê Rouanet
    Razão tem você

  12. Ainda não vi o filme, mas gostei da sua breve análise. Realmente, a essência do personagem deve ser mais forte no “não falar” do que em sua nudez! Interessante…

Os comentários do texto estão encerrados.

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