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30/07/2009 - 22:14

Documentário sobre Kurt Cobain deveria ser audiolivro

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“Kurt Cobain – Retrato de uma Ausência”, que estreia nesta sexta-feira no Brasil, seria melhor se fosse um audiolivro, não um filme. Explico: o documentário sobre o líder do Nirvana, que se matou em 1994, baseia-se em 25 horas de entrevistas em áudio dadas por Cobain para o crítico musical Michael Azerred, que escreveu o livro “Come As You Are”.

As declarações de Cobain são essenciais. Ele fala abertamente sobre tudo: infância, adolescência, início de carreira, explosão do Nirvana, problemas físicos, emocionais e com drogas, a relação com a mulher Courtney Love, as crises com o sucesso. E o cantor se revela um personagem sensível o suficiente para interessar a qualquer espectador, mesmo que não seja fã do Nirvana.

Por outro lado, as imagens do filme são irrelevantes. Para preencher os 96 minutos de entrevistas editadas, o diretor AJ Schnack fez uma opção estranha. Em vez de usar arquivos sobre Cobain (talvez por falta de material pré-sucesso do Nirvana, talvez por falta de direitos autorais), ele decidiu ilustrar as palavras com cenas cotidianas filmadas em cidades onde o cantor viveu. Se Cobain fala que trabalhou limpando lareiras de hotel, mostra-se uma cena de alguma pessoa limpando lareiras – e assim por diante. Ou seja, o filme é sobre um roqueiro americano, mas seu literalismo é praticamente lusitano.

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9 comentários para “Documentário sobre Kurt Cobain deveria ser audiolivro”

  1. gilvas disse:

    podia ser como aquele filme da secretária do hitler. cara, eu dormi demais olhando para aquela velhota falando alemão.

  2. Haline disse:

    Eu vi esse filme no Festival do Rio. Olha que eu amo o Kurt e tava super interessada nas declarações. Mas tive que sair no meio do filme. Numa boa, aquelas imagens tavam assim de chorar, tão patético. Tão nada a ver. Não dá mesmo. Talvez um dia eu alugue e fique só ouvindo, sei la, enquanto faço outra coisa. Mas “ver” o filme, não dá!

  3. França disse:

    Ainda não vi o documentário, mas me recuso em assistir – lo. para produzir algo dobre a vida de uma astro como Kurt Cobain, não é qualquer pessoa que teria essa capacidade, além do mais esse dito diretor poderia começar a produzir merda (me desculpe pela palavra), mas fico indignado por me decepcionar aqui pela critica e os comentários, ou seja, minhas expectativas em relação ao documentários será frustrante, mas irei in loco ter certeza dessa merda que esse diretor assinou. Um dia terá alguém com uma grande capacidade para fazer algo melhor.

  4. Tive a mesma impressão ao assistir ao filme na Mostra de São Paulo. Realmente isso pode ser qualquer coisa menos cinema!

    abraços calil

  5. Tive a mesma impressão quando assisti ao filme numa Mostra de São Paulo. Isso pode ser qualquer coisa menos cinema.

    abraços Calil

  6. Tive a mesma sensação quando assisti ao filme na Mostra de São Paulo. Realmente isso pode ser qualquer coisa, menos cinema.

    abraços Calil

  7. Daniela disse:

    Putz, a mesma coisa de “Música é perfume”, sobre a Bethânia. O áudio dela falando e só tinha imagem de catador de lixo no Rio de Janeiro, fim de tarde na praia, tipo imagem de fundo de karaokê.

  8. Patty Biakko disse:

    Puta merda! Como diabos um infeliz estraga um filme com esse potencial de público e polêmica??? Tem que ser um diretor muito do beócio… Deus!… Com certeza vou aguardar pela versão DVD, mesmo sendo fã de carteirinha do Nirvana…

    Kurt deve se revirar no caixão depois de sua vida render um lixo desses completamente banalizante e sem um pingo de poética ou de ousadia descarada e impactante… Triste…

  9. Lily disse:

    Pouco a comentar!!! Assisti o filme e revoltou-me ver a vida de Kurt tratada daquela forma!!

Os comentários do texto estão encerrados.

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