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18/09/2009 - 15:44

Violência é nosso produto de exportação

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“Cidade de Deus” em 2003, “Carandiru” em 2004, “Última Parada 174” em 2008, “Salve Geral” em 2009. Guerras sangrentas entre traficantes cariocas, massacre policial de 111 presos em São Paulo, sequestro de ônibus com morte de uma vítima e do sequestrador, ataques do PCC que deixaram 564 mortos.

Esses foram quatro dos filmes brasileiros indicados ao Oscar de melhor produção estrangeira nos últimos anos pelo Ministério da Cultura – o último deles, “Salve Geral”, foi anunciado hoje como candidato. Antigamente, a imagem oficial que o Brasil vendia no exterior incluía samba e futebol. Hoje, nosso produto de exportação cultural é a violência.

É bom ou é ruim? Nem uma coisa nem outra. Por um lado, pode-se sempre argumentar que pelo menos os problemas não estão sendo varridos para baixo do tapete. Por outro, existe sempre o risco de criar uma imagem unidimensional do país.  

Muitos leitores do blog reclamam que não aguentam mais filmes sobre nossas mazelas sociais. Outros protestam contra as globochanchadas. Parece que o cinema brasileiro está dominado por um duopólio: de um lado a comédia de costumes para consumo interno; do outro o drama social, também para consumo externo.

É uma falsa impressão, há filmes que não se encaixam nessas categorias. Mas é uma impressãobastante palpável.

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94 comentários para “Violência é nosso produto de exportação”

  1. CHICO disse:

    Apenas uma grande falta de imaginação, poderiam criar uma estória qualquer,abusar da imaginação e criar algo realmente bom de se ver,ou quem sabe um filme de época,bem feito,apelar para o que se vê nos telejornais não é novidade alguma,tomaram que não faturem nem para o cafezinho.

  2. Rafael disse:

    Vi o trailer desse filme ai e pelo visto vamos ter que esperar no minimo ate o ano que vem para concorrer a vaga de filme estrangeiro…

  3. Pois é Ricardo, concordo em gênero, número e grau com vc. Inclusive postei comentário abordando a mesma celeuma em meu blog. Acompanho o seu blog há muito tempo,assim como acompanho seu trabalho na folha e demais veículos que trabalhou.Admiro muito seu trabalho.
    Grande abraço!

  4. Nico disse:

    Penso que o tema “violência” tornou-se um modus operandi universal que permite o entendimento ou aceitação de uma parte expressiva das produções cinematográficas que circulam por aqui ou por lá, ou ainda, um modo comum de alguns cineastas expressarem suas particularidades, anseios, sua arte. Alguns bons, outros nem tanto.

    Moeda de troca.
    É violento? Estamos seguros de que poderemos estar nas telas do Brasil e da Irlanda, sem problemas.

  5. patrícia disse:

    O cinema serve de espelho a um país. Se não se pode ser hipócrita em relação à violência, mas tb não se pode glamourizá-la dando-lhe o status de tema único. Sabemos que somos muito..,.mas muuuuuuuuuuito mais que isso!…onde está o todo o resto do que somos? Além da imagem lá fora, que tem sim, consequências econômicas das mais variadas, quais as consequências na formação do brasileiro mais vulnerável a esse tipo de glamourização? Não sou contra a feitura de nenhum desses filmes, mas os brasileiros tem que começar a entender a importância que tem a mídia na formação do brasileiro pobre. Nós temos que nos ver de uma maneira mais variada e complexa. E tem razão o rapaz que dia que nós não somos conhecidos como os americanos, a imagem dos Estados Unidos no mundo é extremamente variada e complexa.

  6. Balda disse:

    “Águia Tornados Seleção da MArcha não MUrcha”

Os comentários do texto estão encerrados.

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