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21/09/2009 - 22:28

A era de ouro da comédia americana

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Na noite de sábado, revi o já clássico “Penatras Bons de Bico” na TV, talvez pela quinta vez. No domingo, tirei o atraso cinematográfico com o excelente “Se Beber, Não Case”. Foi juntar um com o outro, mais uma série de filmes recentes, para concluir: a comédia americana vive uma época de ouro.

Muita gente reclama da decadência do cinema hollywoodiano. Em pelo menos dois casos, a tese é absolutamente falsa: no da animação, graças principalmente à Pixar, e da comédia, por conta de uma série de diretores e atores excepcionais.

A grande era de ouro da comédia americana é ainda o período mudo, anos 20 e 30. Tinha Chaplin, Buster Keaton, Harold Lloyd. Logo depois, no início do falado, houve os irmãos Marx. Mas não sei se, depois disso, existiu um período tão fértil quanto o atual.

Na minha adolescência de anos 80, pelos menos, não era tão bom quanto hoje. Havia aquelas boas paródias, como “Apertem os Cintos…” ou “Corra que a Polícia Vem Aí”, um ou outro grande comediante (Eddie Murphy, John Belushi). Mas nada como a mistura de quantidade e qualidade como vemos hoje.

Há um punhado e grandes diretores, com a fila puxada por Judd Apatow e os irmãos Farrely, e uma penca de ótimos comediantes: Will Ferrell, Steve Carell, Jack Black, Ben Stiller, Owen Wilson, Vince Vaughn. Uma turma que ficou conhecida como “The Frat Pack”, amigos fora da tela que trabalham frequentemente juntos.

Quando você pensa que a lista acabou, surge um talento como Zach Galifaniakis, o barbudo de “Se Beber Não Case”, que rouba todas as cenas. Ou ainda o do diretor Todd Phillips, do mesmo filme, que havia dirigido “Dias Incríveis” (2003), um dos filmes seminais do Frat Pack.

Há pontos em comum entre os grandes filmes dessa nova era de ouro, como “O Virgem de 40 Anos”, “Ligeiramente Grávidos”, “Superbad é Hoje” ou “Escola do Rock”? Sim, claro. Por trás da humor juvenil e muitas vezes escatológico, existe a crítica à hipocrisia social e a um mundo baseado aparências, um elogio à fraternidade masculina e ao romantismo.

São, no fundo, comédias românticas para homens – mais sensíveis que as antigas, mas não muito.

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18 comentários para “A era de ouro da comédia americana”

  1. Daniela disse:

    Ai Ric, que alívio. Tinha adorado “Se beber, …”, mas não ia contar para ninguém. Mas já que o crítico gostou, sinto-me absolvida!

  2. Laercio Pereira da Silva disse:

    Ainda bem que não estou só. Eu e minha esposa vamos em 99% nas estréias das comédias românticas como essa ultima “A verdade nua e crua” e quando abro o jornal vejo a crítica dando notas “péssimas” para os filmes. Fico pensando que não entendo nada de filme, a única coisa que sei é que me diverti muito é esse o meu propósito de cinema.

    Abraços.

  3. Renato disse:

    se falasse do humor nas séries de tv eu até concordaria, mas no cinema não – essa panelinha do Apatow não me agrada em nada, além de certos atores que não aguento como Will Ferrell e Vince Vaughn

    sou muito mais 30 Rock, Nurse Jackie, The Big Bang Theory, The Sarah Silverman Program, Entourage, Curb Your Enthusiasm, Scrubs, Weeds e até The New Adventures Of Old Christine, uma sit-com normal, com a ‘veterana’ Julia Louis Dreyfus

    todas com um humor muito mais presente, mais afiado e, ainda por cima, semanal!

    Apatow era muito mais interessante quando fazia tv, vide as séries Freaks & Geeks e Undeclared

  4. Renato disse:

    esqueci The Office, Extras e Californication na lista anterior

    ah sim e nem citei séries de humor que não acompanho, mas são bem elogiadas como Flight Of The Conchords, Two And A Half Men, How I Met Your Mother, Family Guy, Arrested Development, etcs

    e as que já cabaram como Seinfeld, Married With Children, Boston Legal, Friends, Sex And The City, etcs

    enfim, é riquíssima a variedade e qualidade humorística da tv americana diante do humor (atual) nos cinemas

  5. Alfredo Eb disse:

    Concordo inteiramente com o Renato. E vamos rir !

  6. fábio disse:

    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………
    ………………………………….Apesar de eu achar,
    ……………………………………………Ricardo,
    ……………………………………que em relação a,
    …………………………………………….PIXAR,
    …………………………………………..você está
    ………………………………………………cérto,
    ………………………………………………………………………………………………..
    …………………………………………………o
    …………………………………………..RENATO,
    ……………………………………..MATOU A PAU.
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………As grandes COMÉDIAS americanas estão na,… TV.
    ………………………………………………………………………………………………..
    ……………………O cinema ficou prá tráz,..mesmo.
    ………………………………………………………………………………………………..
    …………….Em termos de,…. quantidade e qualidade.
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………..Cara,…eu assitia,
    ……………………………………………………………………………………………….
    ……………………………….”WILL and GRACE”
    ………………………………………………………………………………………………..
    ……………………………..qui qui éra aquilo….!!!!!
    ……………………………………………………………………………………………….
    ……………………….Eu RIA DO COMEÇO AO FIM.
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………..Éra,…………… MUIIIIIIITO BOM.
    ………………………………………………………………………………………………..
    …………………………..Roteiro,..direção,..atores,
    ………………………………………………………………………………………………..
    …………………..eles NÃO ERRAVAM EM,…. NADA.
    ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
    ……………………………….Quando eu ólho prá,
    …………………………………………….. “tv”
    ………………………………………..”brasilêra”
    …………………………..(tirando o SOM E FÚRIA”)
    ……………………………………..dá vontade de
    ………………………………………….cometer,
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………..suicídio.
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………

  7. Roberto Williams disse:

    Prezado Ricardo,

    Só não concordo quando diz que após o cinema mudo não existirem comedias/comediantes férteis. O que falar então do gordo e o magro (Oliver Hardy & Stan Laurel), dos três patetas (Three Stooges) e depois Jerry Lewis (e algumas parcerias con Dean Martin) nos anos 60/70 imitado, copiado e “remaked” (p. ex.: Professor Aloprado com Eddie Murphy) e mais recentemente pelo caricata Jim Carey. E outros?

  8. Renato Furigo disse:

    As séries estão sensacionais mesmo, nada como um Two and a Half Men ( se tiver um conhecimento sobre Psicanálise fica mais sensacional ainda, recomendo pesquisar sobre para saber do que estou falando), mas os filmes ainda continuam fazendo história, tem muitos sensacionais.!
    Nada como um filminho num sábado.

    E Fábio, gosto é subjetivo, você não acha magnifico o trabalho do filme Cidade de Deus? É brasileiro!

    abraçoss

  9. Glauco disse:

    Quem já tem gosto por séries vai tendenciosamente preferir as séries; quem tem gosto por filmes, vai preferir filmes; quem tem gosto por desenhos, vai preferir desenhos; quem tem gosto por novelas, vai preferir novelas; quem gosta de filmes antigos, vai preferir os antigos…
    Acho que o pessoal aqui pode estar opinando de maneira parcial e embora seja difícil, a opinião mais segura deve ser dada de forma imparcial.

    Eu particularmente tenho o gosto muito eclético, mas não assisto novelas e poucas vezes assisto séries, se eu dissesse que prefiro as comédias em desenho (que viraram moda após Os Simpsons) estarei sendo parcial. Para tal eu teria que assistir pelo menos um pouco de todos para dizer com mais segurança qual eu acho melhor.

    Uma coisa posso dizer quanto a minha opinião: não acho a menor graça em comédia pastelão e piadinhas previsíveis, seja onde for.

  10. fábio disse:

    …………………………………………………………………………………………………
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………….Renato Furigo..!..(das 11:58)
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………Eu não citei CINEMA brasileiro,
    ……………………………………….e sim a,
    …………………………………………. TV
    ……………………………………..brasileira.
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………….E ainda dei UM exemplo de,
    ……………………………………….. BOA
    …………………………………TV brasileira
    …………………………………………. com
    ……………………………….o,… “SOM & FÚRIA”.
    …………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………Mini série do
    …………………………….. MESMO DIRETOR
    …………………………………………. DE,
    …………………………….”CIDADE de DEUS”.
    …………………………………………………………………………………………………
    ………………..E foi a MELHÓR COISA NA TV QUE VÍ,
    ……………………………….nos últimos ANOS.
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………………………………………………………………………..
    …ps:…..então,…consêlho de amigo,…quando LÊR um texto
    ………………………préste ATENÇÃO no que o autor QUÍZ
    ………………………………………DIZER…!
    ………………………………………….ok?
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………….Assim você fáz a,..” réplica” com
    ………………………………. DICERNIMENTO
    ……………………………………………E
    …………………………………….. LÓGICA.
    …………………………………………………………………………………………………
    ……………………E não com,……………… “CHÚTE”.
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………

  11. André Bertan disse:

    Ricardo
    Sinceramente , n consigo gostar de nenhum deles, o ultimo “Se beber…” chega á ser melancólico, os atores sem tempo (fundamental em comédias) e sem inspiração, o Zachs mais parecia o Zé Vasconcelos querendo fazer graça com carisma q n possui, enfim, estamos mal de comédia já faz tempo, desde Frank Capra. Abs.

  12. Carlos N Mendes disse:

    Realmente, a comédia hollywoodiana anda muito boa… principalmente os filmes produzidos pela MTV, como “Ligeiramente Grávidos” e “O Virgem de 40 anos”. Além de engraçados, trazem a comédia americana alguns passos mais próxima da realidade quotidiana. Mas como você disse, Calil, tirando a Pixar e algumas produções independentes, o cinema americano atual é CLICHÊ. Clichê em cima de clichê, tão repetido que poderia gerar um mau filme com um bom título, se já não tivessem feito “Dejà Vu”.

  13. Kamila disse:

    O que eu mais gosto nessa nova forma de fazer comédia, nos Estados Unidos, é que eles mostram as pessoas da forma como elas são, sem mascarar seus defeitos. E mostram aquele desejo que a gente tem de ter algo que nos desvie dos problemas do dia a dia. Os personagens, na maioria das vezes, só querem desopilar! rsrsrrs

  14. Bruno disse:

    Eu gosto também, apesar da minha mulher não gostar. Espero ela viajar para alugar, hahaha. Mesmo vendo sozinho, rio muito. O que eram os moleques no Superbad? McLovin, genial! E aquele gordinho é muito bom.
    Outro em que ri muito e não esperava é Sim Senhor. Terence Stamp genial de guru, hahaha, e nela o Jim Carrey está com um bom timing.

  15. Karina disse:

    Jura que vc acha o Will Ferell engraçado?

  16. Leo disse:

    A crítica caiu de amores pelo Judd Apatow, mas vou dizer uma coisa: eu acho os filmes do cara um saco. Piadas extremamente sem graça, aquela incômoda sensação de “esse filme poderia ser mais curto”, sem falar no clichê “homens de 30/40 que se comportam como adolescentes”, algo que, convenhamos, já deu pra paciência. O único passável foi “O virgem de 40 anos”, que ainda sim tinha sérios problemas de estrutura e ritmo. Como os colegas dos outros comentários, fico mesmo é com as comédias da TV. Agora, quem passa realmente por uma era de ouro são as séries de drama americanas, mas dizer isso é chover no molhado.

  17. Dias de Carvalho disse:

    Leo, você foi preciso em seu comentário.
    O máximo que consigo com esses filmes é sorrir amarelo. E amarelo claro.
    Comédias em que os atores acham mais graça do que os espectadores são medíocres.
    Falando nisso, nessa semana assisti a “Nosso Querido Bob”, de Frank Oz. Bons roteiros, ótimos atores, ri bastante.
    Sabe o que falta na comédia moderna?
    Conflito!
    Os grandes comediantes se estapeavam de verdade, se detestavam. E quem ganhava era o público.
    Esse humorzinho metido a “retrato da realidade do homem moderno” é bisonho.

  18. Gilberto disse:

    Nada que se faz hoje é bom, na verdade não chega a ser nem mediano, simplesmente porque tudo está ligado a bilheteria, a dinheiro, não existe nenhum compromisso com o bom gosto, com a inteligência, porque quase ninguém leu ao menos um livro na vida (Harry Potter não vale).
    Estou falando de Balzac, Thomas Mann, Oscar Wilde, Hermann Hesse, Dostoiewski, Goethe, etc., etc., e etc. pois

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