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27/09/2009 - 22:51

Tirando o atraso no cinema

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Nos dois últimos finais de semana, tentei tirar o atraso de filmes muito elogiados pelos colegas da crítica, mas que eu não havia conseguido assistir por uma razão ou outra. Foram eles: “Amantes”, do americano James Gray, “Horas de Verão”, do francês Olivier Assayas, e “A Partida”, do japonês Yojiro Takita.

É sempre um risco ver filmes com expectativas tão altas criadas por outros. As chances de decepção aumentam consideravelmente. Mas é muito difícil chegar ao cinema com o olhar “virgem”, ainda mais no caso de filmes que estão há tanto tempo em cartaz.

Dos três, o único que superou as expectativas foi “Amantes”. Para mim, é, de longe, o melhor filme de Gray. Ele sempre foi um cineasta talentoso, como havia mostrado em “Fuga para Odessa”, “The Yards” e “Os Donos da Noite”. Mas o resultado sempre me pareceu aquém da ambição, e o estilo soava demasiadamente calcado num certo cinema policial americano dos anos 70.

Em “Amantes”, Gray parece ter finalmente encontrado uma voz própria, parece ter menos a provar. Á primeira vista, é um romance convencional sobre um triângulo amoroso, mas o talento visual, a direção de atores e a maneira desavergonhada de tratar os sentimentos dos personagens colocam o cineasta em um patamar mais elevado. É um dos grandes filmes do ano até aqui.

“Horas de Verão” também é um belo filme, talvez seja o trabalho mais acessível de Assayas, mas está longe de ser seu melhor (honraria que poderia ir para “Irma Vep” ou “Clean”). O maior problema desse filme sobre três irmãos que herdam e vendem as obras de arte do tio-avô é que sua metáfora central é um tanto evidente: a cultura clássica francesa virou peça de museu. Já sua maior virtude é que seu tom nunca é de lamentação.

Por fim, “A Partida” foi uma pequena decepção. É um perigo dizer isto, levando em conta a quantidade de fãs que o ganhador de Oscar de melhor produção estrangeira conquistou no Brasil. Claro, é um filme tocante sobre a aceitação da morte, mas ele se revelou um tanto mais convencional e sentimental do que eu esperava. É um bom filme, mas não tão bom quanto eu esperava. Se eu não tivesse ouvido nada a respeito de “A Partida”, talvez tivesse achado melhor.

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3 comentários para “Tirando o atraso no cinema”

  1. fábio disse:

    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………….Bom,
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    …………………………como eu não ví,…..nenhum
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    ……………………………………….dos três,
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    ………………………….e você já deu o,…… “mapa”,
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    ……………………só vou gastar,……… 1,……..ingrésso.
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    ………E a partir daí,…..vou ver sê você é,….”bom”,… mesmo
    …………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………………na,
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    ………………………………………..”crítica”.
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    ………………………………………………………………………………………………..
    ……………………………………………………………………………………………….
    …………Só queria te perguntar uma coisa,………..Ricardo?
    …………………………………………………………………………………………………
    ……………(se bem que você não vai responder,mesmo)
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………………Você foi ver o,
    …………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………………”UP”….?
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………..Caso,…você responda,…..sim,….você,……..curtiu?
    ……………………………………………………………………………………………….
    ……………………………………………………………………………………………….

  2. Putz, como é que A partida poderia ser melhor que aquilo?

    Graças aos céus o cineasta não caiu em nenhum clichê cult de desgraçar as conveções e questioanr a estética subprimal da estupidez humana ante o diferente.

    Foi um filme bonito, um pouco cômico, simples e marcante. Nada melhor que isso.

    Ainda bem, aliás, que a mulher dele volta pra casa, o chefe dele não morreu e ele não desistiu do trabalho. Filme bom é assim, misturando o bom do cinema clássico (ou seja, FINAL FELIZ!) com o bom do cinema cult (ou seja, INOVAÇÃO)

  3. gilvas disse:

    okuribito tem a virtude de parecer convencional para o público que não absorve bem os filmes japoneses normais, e o faz apesar de representar detalhadamente aspectos da alma nipônica. gostei, enfim, e chorei pacas.

Os comentários do texto estão encerrados.

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