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21/10/2009 - 16:01

Dez caminhos para percorrer a Mostra

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Os premiados

O caminho mais curto. Para quem prioriza os filmes já consagrados nos maiores festivais mundiais. De Cannes, vêm “A Fita Branca”, do austríaco Michael Haneke (Palma de Ouro); “Dente Canino”, selo mostrado grego Yorgos Lanthimos (vencedor da mostra Un Certain Regard); “Sanson & Delilah”, do australiano Warwick Thornton (vencedor da Camera D’Or); e “Lost Persons Area”, da belga Caroline Strubbe (melhor filme da Semana da Crítica). De Berlim, “Everyone Else”, do alemão Maren Ade (Urso de Prata), e “London River”, Urso de Prata de melhor ator para Sotigui Kowjaté. De Veneza, “Lebanon”, do israelense Samul Maoz (Leão de Ouro). De Locarno, “Ela, uma Chinesa”, de Xiaolu Guo (Leopardo de Ouro).

As retrospectivas

O caminho vertical. Para quem gosta de se aprofundar na obra de uma só pessoa. Neste ano, são três as opções: o cineasta grego Theo Angelopoulos, dos já conhecidos “Paisagem na Neblina” e “ A Eternidade e um Dia” e do inédito “Dust of Time”; a musa francesa Fanny Ardant, de “A Mulher do Lado” e “De Repente, num Domingo”, que vem apresentar sua estreia na direção, “Cinza Sangue”; e o diretor e produtor italiano Gian Vittorio Baldi, conhecido por suas parcerias com Pier Paolo Pasolini, como “Appunti per un’Orestiade Africana” e “Porcile”.

Os mestres

O caminho garantido. Para quem quer ver o novo trabalho de seus cineastas preferidos. Nesta edição, as opções são fartas: “Singularidades de uma Rapariga Loura”, do português e centenário Manoel de Oliveira; “A Vida é um Romance”, do francês Alain Resnais; “Aquiles e a Tartaruga”, do japonês Takeshi Kitano; “Shirin”, de Abbas Kiarostami; “Carmel” e “A Guerra dos Filhos da Luz contra os Filhos das Trevas”.

Ficções brasileiras

O caminho nacionalista. Para quem aposta no cinema brasileiro. A Mostra vinha perdendo terreno para o Festival do Rio como grande vitrine dos filmes nacionais. Mas a seleção deste ano prova que o evento paulista recuperou o fôlego: “Os Famosos e os Duendes da Morte”, de Esmir Filho, diretor do fenômeno “Tapa Na Pantera”, que aliás venceu o Festival do Rio; “Cabeça a Prêmio”, estreia na direção do ator Marco Ricca; “Os Inquilinos”, de Sergio Bianchi; “O Amor Segundo B. Schianberg”, de Beto Brant; “Insolação”, de Felipe Hirsch e Daniela Thomas; “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo”, de Karim Ainouz e Marcelo Gomes; “Natimorto”, de Paulo Machline.

Docs nacionais

O caminho do real. Para quem quer comprovar a bela fase dos documentários brasileiros, uma bela selação: “Pixo”, de João Wainer; “27 Cenas sobre Jorgen Leth”, de Amir Labaki; “Domingos”, de Maria Ribeiro; “BR-3”, de Evaldo Mocarzel; “Dzi Croquetes”, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez; “Belair”, de Noa Bressane e Bruno Safadi; “Beyond Ipanema”, de Guto Barra.

Antes da estreia

O caminho dos apressados. Para aqueles que não aguentam esperar a chegada ao circuito comercial de um filme muito aguardado. Anote aí alguns dos filmes que já tem data de estreia marcada: “Aconteceu em Woodstock”, de Ang Lee (que deve estrear em 13 de novembro); “500 Dias com Ela”, de Marc Webb (13 de novembro); “Abraços Partidos”, de Pedro Almodovar (20 de novembro); “Julie & Julia”, de Nora Ephron ( 27 de novembro), “Distante Nós Vamos”, de Sam Mendes (18 de dezembro).

As apostas

O caminho arriscado. Para quem gosta de ir ao cinema no escuro, conhecer um diretor do qual nunca viu um filme. As minhas são: “A Religiosa Portuguesa”, de Eugene Green (Portugal); “Amreeka”, de Cherien Dabis (EUA); “Daniel & Ana”, de Michel Franco (México/Espanha); “Eastern Plays”, de Kamen Kalev (Bulgária); “Food Inc.”, de Rebert Kenner (EUA); “Go Get Some Rosemary”, de Joshua e Ben Salfdie (EUA); “Humpday”, de Lynn Shelton (EUA); “Katalin Varga”, de Peter Strickland (Romênia); “La Pivellina”, de Rainer Frimmel e Tizza Covi (Áustria, Itália); “Polytechnique”, de Denis Villeneuve (Canadá); “Sex Volunteer”, de Kyeong-duck Cho (Coreia); “The Misfortunates”, de Felix van Groeningen (Bélgica); “The Wolberg Family”, de Axelle Ropert (França); e “Tsar”, de Pavel Luguin (Rússia).

Os clássicos

O caminho nostálgico. Para quem acha que o cinema já foi bem melhor ou pelo menos tem interessa em conhecer mais sua história, uma oportunidade única de ver em tela grande alguns dos maiores filmes da história. Em diferentes mostras, estão programados: “Inferno”, do francês Henri-Georges Clouzot; “Gabrielle” e “Girl with Hyacinths”, do sueco Hasse Ekman; “Terra em Transe”, de Glauber Rocha; e “O Despertar da Besta”, de José Mojica Marins.

Rebeldes do esporte

O caminho polêmico. Para quem gosta de esporte ou de biografia de figuras idiossincráticas, a Mostra tem três opções excelentes: “À Procura de Eric”, do inglês Ken Loach, estrelado pelo jogador de futebol francês Eric Cantona, no papel dele mesmo; e os documentários “Tyson”, do americano James Toback; “Maradona”, do sérvio Emir Kusturica; “Os Gracies e o Nascimento do Vale Tudo”, de Victor Cesar Bota.

Obras-primas

Meu caminho. Para os poucos que confiam no meu gosto, os dois melhores filmes que vi nas sessões de imprensa até aqui foram: “Vencer”, do italiano Marco Bellochio, brilhante cinebiografia da amante de Mussolini; e “35 Doses de Rum”, mais um belíssimo exemplar do cinema impressionista da francesa Clare Denis.

Se você quer mais detalhes sobre os filmes citados e saber quando eles serão exibidos, confira o site oficial da Mostra.

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5 comentários para “Dez caminhos para percorrer a Mostra”

  1. Sueli Montibeller disse:

    Nada sobre Bergman??????
    Qual seria o caminho para ele?

  2. fábio disse:

    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………Ricardo..!
    ………………………………………………………………………………………………..
    …………………….NÓTA quase,…10,….prá tua matéria.
    ………………………………………………………………………………………………..
    …………………………………Eu teria parado
    …………………………………………….no,
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………”ANTES da ESTRÉIA”.
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………..Até este parágrafo tá,… perfeito.
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………Você salvou a pátria de quem quer ir na,
    ………………………………………’MÓSTRA”
    ……………………….e não sabe por onde começar.
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………
    ……………………….Já,..”apostas”,..”clássicos” e “rebeldes”
    ………………………………………………eu,
    …………………………………………..cortaria.
    …………………………………………………………………………………………………
    …………..Cãno ví o,… famigerado,… “térra em trãnse”,
    ………………………………………….. então,
    …………………………………………..na lista,
    ………………………………………………aí,
    ……………………….eu quase desisto de ler até o fim.
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………..Ricardo,….você gósta mesmo
    ……………………………………………disso,
    ………………………………………………aí?
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………
    ……….Ou você tem medo de ser chãmado de,…..” burro”?
    …………………………………………………………………………………………………
    ……………….Como a cidinha fez no post,….anterior…?
    …………………………………………………………………………………………………

  3. Daniela disse:

    Eu sou das (não tão) poucas que confiam no seu gosto! Acabei de ver o Tarantino, que filmaço. Vou esperar sua opinião sobre o Ang Lee e os brazucas. Boa maratona.

Os comentários do texto estão encerrados.

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