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11/12/2009 - 22:58

Overdose de filmes nacionais é problema, não solução

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embarque Nesta sexta-feira, houve a estreia de nada menos do que seis filmes brasileiros, quatro deles documentários: “BR-3 – A Peça”, “BR-3 – O documentário”, “Diário de Sintra”, “Embarque Imediato” (na foto à esq., com Jonathan Haagensen e Marília Pêra), “Ouro Negro” e “Praça Saens Peña”. Um sétimo, “O Retorno”, estreou no Rio de Janeiro, depois de encerrar carreira em São Paulo.

Ao ler a informação acima, algum desavisado provavelmente pensará: bela demonstração da força do cinema nacional, um bom motivo para comemorar. Na verdade, é justamente o contrário. Todos são filmes pequenos, que disputam um mercado parecido. Jogá-los ao mesmo tempo no cinema significa reduzir ainda mais suas já pequenas perspectivas de público.

Desses seis filmes, três são co-distribuídos pela Riofilme, que parece ter despertado depois de um longo sono. Cada um deles precisa de um trabalho de lançamento e divulgação muito intensivo e específico, para que possam acontecer. Será possível que a distribuidora consiga fazer bem esse trabalho com três filmes ao mesmo tempo?

Para mim, os lançamentos desses filmes se assemelham a uma boiada rumando em direção a um abatedouro. É muito difícil que algum deles se desgarre e sobreviva ao massacre.

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25 comentários para “Overdose de filmes nacionais é problema, não solução”

  1. joao cunha disse:

    Não concordo o esse ponto de vista. Muito cheio de pre-conceito e de uma visão limitrofe sobre o futuro. O negocio é que foi desse jeito e tem que aceitar …. o mega cine estudiense entra toda semana em todas as salas do Brasil e é normal …. ???? Deixe de ser tupiniquim ….. nessa republiketa de bananas!

  2. Os produtores desses filmes não estão dando a devida atenção na divulgação dos respectivos filmes. O lançamento de todos eles ao mesmo tempo foi um desastre, pois todos saíram perdendo. Que pena.

  3. fábio disse:

    …………………………………………………………………………………………………
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………….MATOU A PAU,
    ………………………………………………………………………………………………..
    …………………………………….Ricardão…!
    …………………………………………………………………………………………………
    ………………………………Parabéns de NOVO,
    ………………………………………….pela,
    ………………………………………LUCIDEZ.
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………

  4. Anderson Silva disse:

    Muito bom comentário. Na verdade A bilheteria Nacional enfrenta uma concorrência sabendo que não tem a menor chance. Quando um filme nosso faz sucesso, é porque se assemelha as fantasias americanas. Prova disso é “Se eu fosse você”. À semelhança dos filmes americanos um fenônemo inexplicado muda as pessoas de seus corpos. Steve Martin? Robin Willians? Lindsay Lohan? quantos personagens americanos não fizeram filmes semelhantes? O sucesso de bilheteria foi incontestável. Quando chegarmos perto do “Star Wars” daí teremos mais chances.

  5. Rafael disse:

    Filme nacional é perda de tempo.

    Tá louco. Prefiro ver a turma do didi no domingo.

    • Lígia Ferreira disse:

      As pessoas estão tão acostumadas com a programação de mau gosto da Rede Globo que nem pensam ao falar daquilo que não conhecem. Esse discurso sobre o filme brasileiro, além de ser por falta de desconhecimento mostra o quanto a sociedade brasileira está impregnada da programação “Global” e dos filmes norte-americanos estéricos, que demonstra o medo do Outro e como a poluição vai provocar a destruição do mundo.

      Bem, caríssimo Rafael, assista mais aos filmes brasileiros para tecer comentários mais consistentes e menos senso comum. E não compare filmes como “Narradores de Javé”, “Auto da Compadecida”, “Lisbela e o prisioneiro”, “Romance”, “Proibido proibir”, “Anjos do sol”, “Verônica”, “Besouro”, “A festa da menina morta” entre tantos outros às idiotices domingueiras promovidas pela Rede Globo.

  6. Daniel disse:

    É uma pena q façam isso com filmes brasileiros…uma falta de lógica INEGAVÉL!
    Parabéns pelo post

  7. juarez disse:

    Ex o filme lua nova
    dois boiolas disputando uma SAFADA ( BELA) , so que teve uma tremenda divulgação,
    acho que falta é divulgar mais criar expectativas é so.

  8. Coruja disse:

    Se eles pararem de mostrar favelas, pobreza e violência, talvez o brasil ganhe um oscar algum dia e seja reconhecido mundialmente, pois possuimos excelentes atores. Chega de mostrar miséria, Europa e EUA não querem saber disso.

  9. rogerio disse:

    por que quase nao se fala do filme bissouro?

  10. nejao666 disse:

    quando é americano não é overdose né ? por isso somos atrasados.

  11. rita disse:

    SÓ TÔ ESPERANDO FILMAÇO DO LULA, FILHO DO BRASIL. O FILME É ÓTIMO E VAI GERAR ÓTIMAS PIADAS DAQUELES QUE GOSTAM DE PEGAR NO PÉ DELE. MERDA PARA TODOS, ESTA MERDA É AQUELA QUE SE DIZ EM PEÇA DE TEATRO….

  12. Sérgio Sá Leitão disse:

    Caro,

    Tudo bem? Você tem toda razão quando diz que o lançamento simultâneo de seis filmes brasileiros na mesma data está longe de ser um feito a comemorar. Não se trata de um comentário preconceituoso, com alguém chegou a dizer. A realidade mostra que não há um espaço digno no mercado exibidor para tantos filmes nacionais ao mesmo tempo. Nem tanto interesse por parte do público. Sem contar que boa parte desses filmes disputa o mesmo circuito (o chamado “circuito de arte”) e o mesmo público (cinéfilos). Ou seja… Eles provavelmente competem entre si, não contra os filmes estrangeiros. Faço apenas um reparo. Entre os filmes mencionados, “Embarque Imediato” não pode ser considerado “filme pequeno”. Teve um orçamento significativo, apresenta um elenco de peso (Marília Pera, José Wilker) e está sendo lançado em cerca de 70 salas. Trata-se de um lançamento à altura do potencial do filme. Vamos aguardar a resposta do público. Sobre a participação da RioFilme… A empresa foi revitalizada este ano e mudou o seu perfil de atuação, tornando-se uma investidora em distribuição e produção. A distribuição de “Embarque Imediato” está a cargo da Europa Filmes (em co-investimento com a RioFilme). A distribuição de “Praça Saens Pena” e “Diário de Sintra” está a cargo da MovieMobz (em co-investimento com a RioFilme). Teria sido melhor, claro, lançar esses filmes em datas distintas. Mas circunstâncias do mercado levaram ao lançamento simultâneo. De qualquer modo, esses dois últimos provavelmente seriam lançados no mesmo circuito, ainda que em outra data. São “filmes pequenos”, que estão sendo trabalhados sala-a-sala, cidade-a-cidade.

    Abraço,

    Sérgio Sá Leitão (RioFilme)

    • ricardo calil disse:

      Olá Sérgio, tudo bem?

      Obrigado pelo comentário. A tentativa de revitalização da RioFIlme é muito bem-vinda. Torço para que também seja bem-sucedida.

      Sobre o “Embarque Imediato”, que vi e resenhei para a “Folha”, o lançamento em 70 salas me parece francamente otimista, um daqueles casos de filme pequeno tratado como grande. Mas espero sinceramente estar enganado.

      Sobre o lançamento simultâneo de “Praça Saens Pena” e “Diário de Sintra”, acho uma pena que as circustâncias de mercado tenham levado a isso e espero que a situação não precise se repetir, ainda mais com tantas outras estreias brasileiras de outras distribuidoras.

      Eu não sei o quanto as distribuidoras batem bola antes das estreias, mas acho que, na atual situação do cinema brasileiro, será cada vez mais necessário fazer “acordos de cavalheiros” para adiar lançamentos e não deixar que os pequenos filmes nacionais disputem mercado com seus semelhantes.

      Um abraço
      Ricardo

  13. daniel disse:

    Ricardo, te dou razão quando diz que os filmes vão disputar um mercado parecido, que é restrito, mínimo mesmo. Mas não consigo concordar com a lógica de que produzir filmes demais é um problema. Pode ser problema dentro de uma perspectiva mercadológica estreita, em que só se deveria produzir filmes “que têm espaço no mercado”, mas é essa a perspectiva que não dá pra concordar. O problema da hiper-produtividade é um problema que o “cinema brasileiro” precisa criar pra que seja resolvido – pior seria se não criasse esse problema e nos contentássemos em ver serem produzidos somente os filmes enquadrados no esquema do mercadão.

    Com relação à RioFilme, acho que o entusiasmo com que o Sérgio Sá Leitão vem defendendo suas propostas é ótimo sinal, e espero que a empresa torne-se novamente um agente fundamental no panorama da produção e distribuição. Mas acho que é o caso de fazer uma ressalva, com todo o respeito que o pessoal merece, e pra fazer essa ressalva eu pego dois filmes distribuídos pela empresa. O “Signo do Caos”, do Sganzerla, foi um filme que deu um público mínimo, enquanto o “Divã”, do José Alvarenga, foi o recordista de público da empresa.

    Pois bem, o investimento no “Divã” se comprovou um grande acerto estratégico, já que fez bem às contas da empresa. Mas tem o seguinte: o “Divã”, goste-se ou não dele, é um filme cuja existência nunca dependeu da Riofilme, que seria feito e distribuído por majors sem dificuldade; já “O Signo do Caos”, por sua vez, sequer teria sido finalizado sem o apoio da empresa. E, aí é que está o ponto, uma empresa pública se torna dispensável se o papel que ela cumpre é análogo ao das empresas privadas. É claro que é importante para a RioFilme ter na sua cartela filmes de sucesso que lhe garantam solidez financeira, mas o que justifica a sua manutenção é permitir que existam filmes como “O signo do caos”, já que filmes como o “Divã” podem existir sem precisar de apoio financeiro governamental.

    E, relacionando esse comentário ao post, é claro que num mundo ideal filmes como “O signo do Caos” teriam espaço no mercado para serem sustentáveis, mas o fato de filmes assim existirem não pode ser visto como um problema, mas como um sinal de saúde estética. Sinceramente, eu acho que ainda há muito poucos sinais deste tipo, e seria melhor para o cinema que houvesse mais deles.

    saudade de bater papo contigo, espero que a gente se esbarre logo.
    um abraço grande,

    • ricardo calil disse:

      Oi Daniel, tudo bem?

      Que bom ver que você apareceu por aqui. Talvez o título tenha permitido uma leitura diferente do que eu quis dizer. Meu problema não é com o “excesso” de produção, e sim com o excesso (sem aspas) de estreias simultâneas de filmes com caráter parecido. Na atual situação do cinema brasileiro, 100 espectadores a mais ou a menos para um lançamento pequeno fazem muita diferença. E um desses filmes pode estar “roubando” 100 espectadores do outro e encurtando sua já curta carreira. Acho que as distribuidoras precisam conversar mais entre elas, segurar um lançamento por uma ou duas semanas quando possível, não programar tantos filmes para novembro e dezembro, aproveitando a onda pós-Festival do Rio e Mostra de SP.

      Também estou com saudades dos papos e espero que o próximo não demore, embora eu esteja um pouco fora do circuito por várias razões. Aproveito para enviar a você e à Carol minhas saudações são-paulinas pela chegada de mais um novo e ilustre flamenguista ao pedaço.

      Grande abraço,
      Ricardo

  14. Marcos Reis disse:

    Talvez esteja faltando filmes Nacionais que emplaquem e olha que argumentos nao faltam. Ver roteiro “VINGANÇA” na sessão de inéditos do site roteirodecinema.com.br

    Abraços

  15. Gisela Camara disse:

    Oi Ricardo, tudo bem?
    Sou produtora do PRAÇA SAENS PEÑA, e é realmente muito infeliz essa situação de vários lançamentos no mesmo dia. No nosso caso, íamos lançar em 27/11, e fomos empurrados para esta data pelo exibidor, que por fim acabou por quebrar o compromisso conosco na terça feira anterior ao lançamento.
    Então o que parece ser o x da questão, ao menos no nosso caso, é a falta de acesso dos filmes e distribuidoras pequenas ao circuito, mesmo o dito “circuito de arte”.
    O PRAÇA SAENS PEÑA, por exemplo, foi lançado em apenas uma sala, dividindo horário, e mesmo assim alcançou um número de espectadores muito maior, proporcionalmente, que muito filme tido como “grande”. Então, hoje em dia, o que está em jogo não é a qualidade do filme ou o potencial de mercado, e sim o poder daquele que marca as salas do circuito. Vivemos uma ilusão de “indústria”, mas na realidade os critérios são provincianos. O que posso dizer é que o PRAÇA SAENS PEÑA está sendo lançado artesanalmente, trabalhado em intenso corpo-a-corpo com o seu público, e esse primeiro final de semana foi bom. Fizemos 678 espectadores com apenas 8 sessões em todo o fim de semana.
    Dos 9 filmes do Kinoplex Severiano Ribeiro (tradicional casa de blockbusters), fomos a quinta bilheteria – as quatro primeiras foram A Princesa e o Sapo, Atividade Paranormal, 2012 e Lua Nova.
    Estamos lutando para ampliar o circuito, já que o público recebeu o filme tão bem. Pena que esse não parece ser um critério para muitos.
    Em janeiro chegaremos a SP.
    Abraço, Gisela Camara

  16. Rogério disse:

    No meu filtro para ver um filme, a primeira pergunta que faço é: é brasileiro? Se sim, não vejo, pois estarei correndo o risco de ver mais uma vez aquela estética do pobrismo e da hagiografia da pobreza ou então variaçções de Os Normais.
    Cinema que sustena na base do favela style e na comédia ao estilo Sai de Baixo nao merece sequer esses bytes que trafegam na WEB. É dessa aridez que surgem monstruosidades como o cinema chapa branca dos barretões. Alguem precisa sentar e ver aquilo para saber do que se trata? Ora, por que hipocrisia tem de ser melhor do que preconceito? E olha que nem se trata de preconceito.

    Um desenho simplezinho do Snoopy que vi tempos atrás (Volta pra casa, Snoopy!) é melhor do que toda a cinematografia brasileira de 1500 para cá.

    • fábio disse:

      …………………………………………………………………………………………………
      ……………………………………………Rogério?
      …………………………………………………………………………………………………
      ……………Você assistiu,….” OS NORMAIS”,….(1)………………?
      ………………………………………………………………………………………………..
      …………………………………Sê,…. não,…..assista.
      ………………………………………………………………………………………………..
      …………………………………..É um,……… “PUTA” filme.
      ………………………………………………………………………………………………..
      ……………………………………O,… 2,….eu não assisti.
      ………………………………………………………………………………………………..
      ……………Sê você ficar pendurado nesses preconceitos
      ………………………….contra o cinema brasileiro,
      ………………………………você acaba perdendo
      …………………………………..bons trabalhos
      ………………………………………………e
      …………………………….só refórça a mentalidade
      ………………………………….colonial que impera
      ………………………………………..na nóssa,
      ………………………………………….. pôdre,
      …………………………………………imprensa.
      …………………………………………………………………………………………………
      ………………………………………………………………………………………………..

  17. daniel disse:

    Eu sempre sigo aqui, meu velho. Obrigado aí pela lembrança, Carol também agradece. Abraço grande pra ti,

  18. Sabrina disse:

    Faz sentido.

  19. Lopes disse:

    Pelo que li da produtora de “Praça Saens Peña” chego a conclusão que algo está muito errado com o cinema. Hoje temos meios de divulgação muito mais eficazes para filmes. Será que não seria melhor divulgar esses filmes em canais de TV que estão por ai passando televendas o dia inteiro? Acho que pelo menos teriam mais de 700 espectadores e seriam realmente vistos por alguém. Ou então divulgue-os em sites na internet. Acho que o problema de acesso é muito grave para os filmes nacionais.

    • Gisela Camara disse:

      Caro Lopes,

      Para esclarecer: Praça Saens Peña fez 700 espectadores em 1 sala nos 3 primeiros dias de exibição.
      Para você ter idéia do que significa esse número, no mesmo fim de semana, a média de espectadores de um filme como Atividade Paranormal foi de 817 pessoas em uma sala no primeiro final de semana. No mesmo final de semana, o filme do Almodovar fez 725 pagantes em uma sala.
      E estávamos somente com dois horários, às 13:50hs e às 18:40hs, e na noite de sexta e sábado, também às 23:30hs.
      Ou seja, nada mal.
      Abs, Gisela

  20. Roberto Nunes disse:

    Caro Ricardo, além da dificuldade dos filmes nacionais disputarem o mercado com os grande lançamentos, outra questão reduz ainda mais esta possibilidade que é a inexistência de cópias 35 mm.
    Sabemos que no orçamento do filme o custo do trasfer e das cópias pesa o que leva aos produtores optar somente pelo lançamento digital, mas isto impede a exibição em circuitos maiores que atualmente só trabalham com o 35 mm ou o 3D.
    Desde 2007 desenvolvo em parceria com a Rede Cinemark Brasil um projeto intitulado Cine Cult que programa filmes de cinematografias que normalmente não seriam exibidos na rede e o cinema nacional mais autoral.
    Fomos nós por exemplo que lançamos O Fim da Picada, do Christian Saghaard, exibimos Conceição, Autor Bom é autor morto, e uma série de outros filmes .
    O Cine Cult atualmente está presente em 14 cidades do Brasil, com 20 complexos.
    Estamos a disposição de todos os realizadores para a exibição de seus filmes, essa exibição ocorre em todo o circuito com o filme ficando de 2 a 3 semanas em cartaz em cada cidade.

    Roberto Nunes
    cinecult1@gmail.com

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