Publicidade

Publicidade

Arquivo de dezembro, 2009

04/12/2009 - 22:44

Quem vai fazer o filme da vida de Leila Lopes?

Compartilhe: Twitter

A morte de Leila Lopes é uma das provas definitivas de que não existe uma indústria cinematográfica no Brasil. Se estivéssemos em Hollywood, já haveria uma filla de produtores, agentes, atrizes querendo levar sua história ao cinema. Porque Leila pode ter sido uma atriz pouco marcante (mesmo no pornô), mas sua vida foi absolutamente excepcional.

De musa de novela e da Playboy a evangélica e daí a estrela tardia do pornô, do acidente de carro mal explicado até a morte misteriosa… a trajetória de Leila tem quase todos os ingredientes que fazem a alegria das cinebiografias hollywoodianas: sexo, religião, tragédia. Lembra uma mistura das vidas da rainha pornô Linda Lovelace com a da coelhinha da Playboy Anna Nicole Smith.

Imagina o que Almodóvar não faria numa reencenação do vídeo “No Limite da Morte”, em que Leila celebrizou o bordão “Berenice, Segura”:

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/12/2009 - 22:06

Os 10 melhores filmes da década

Compartilhe: Twitter

Começo a pensar na minha lista dos melhores filmes do ano, mas logo percebo que meus colegas foram bem mais longe. De todos os lados, surgem relações dos melhores da década – sim, os anos 00 já estão chegando ao fim… De ontem para hoje, trombei com três. Para começar, a dos amigos do site brasileiro Cinequanon. Doze de seus críticos e colaboradores escolheram seus 20 filmes preferidos da década. E os mais citados foram:

1. “Serras da Desordem”, de Andrea Tonacci (8 vezes)

2. “Cidade dos Sonhos”, de David Lynch (6 vezes)

3. “Amantes Constantes”, de Phillipe Garrel, “Reis e Rainha”, de Arnaud Desplechin, e “2046 – Os Segredos do Amor”, de Wong Kar-wai (5 vezes)

4. “Elogio ao Amor”, de Jean-Luc Godard, “Juventude em Marcha”, de Pedro Costa, e “A Viagem de Chihiro”, de Hayao Miyazaki (4 vezes)

Teve também a lista de Richard Brody, editor de cinema da revista americana “The New Yorker”, com forte presença chinesa:

1. “Elogio do Amor”

2. “Viagem a Darjeeling”, de Wes Anderson

3. “O Mundo”, de Jia Zhang-ke

4. “Um Filme Falado”, de Manoel de Oliveira

5. “Amantes Constantes”

6. “Sobibor, Oct. 14, 1943, 4 P.M.”, de Claude Lanzmann

7. “Fangming: A Chinese Memoir”, de Wang Bing

8. “Ligeiramente Grávidos”, de Judd Apatow

9. “Moolaadé”, de Ousmane Sembene

10. “The Other Half”, de Ying Liang

E ainda a lista dos 30 mais da TIFF Cinamatheque, respeitadíssima programação anual do Toronto International Film Festival. Destaco os dez mais, :

1. “Síndromes e um Século”, de Apichatpong Weerasethakul

2. “Plataforma”, de Jia Zhang-ke

3. “Em Busca da Vida”, de Jia Zhang-ke

4. “Beau Travail”, de Claire Denis

5. “Amor à Flor da Pele”, de Wong Kar-wai

6. “Mal dos Trópicos”, de Apichatpong Weerasethakul

7. “A Morte do Sr. Lazarescu”, de Cristi Puiu, e “Werckmeister Harmonies”, de Béla Tarr

8. “Elogio do Amor”, de Jean-Luc Godard

9. “4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias”, de Cristian Mungiu

10. “Luz Silenciosa”, de Carlos Reygadas

Qual o único filme a se repetir nesses três recortes acima? “Elogio do Amor”, do velho e bom Godard. Bom, depois disso, não posso me omitir. Aí vai minha lista dos dez mais, os filmes que tiraram meu fôlego nos últimos dez anos e/ou que mudaram minha visão do cinema. Eles estão em ordem alfabética (não consegui classificá-los como melhor ou pior). É possível que na semana que vem a lista seja outra, mas a fotografia de hoje mostra o seguinte:

“Amor à Flor da Pele”

“A Vila”, de M. Night Shyamalan

“Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino

“Dogville”, de Lars von Trier

“Encontros e Desencontros”, de Sofia Coppola

“Desejo e Obsessão”, de Claire Denis

“O Pântano”, de Lucrecia Martel

“Os Catadores e Eu”, de Agnès Varda

“O Virgem de 40 Anos”, de Judd Apatow

“Serras da Desordem”, de Andrea Tonnaci

Menções honrosíssimas: “Brown Bunny”, de Vincent Gallo, “Caché”, de Michael Haneke, “Cidade dos Sonhos”, “Jogo de Cena”, de Eduardo Coutinho, “Lavoura Arcaica”, de Luiz Fernando Carvalho, “Procurando Nemo”, de Andrew Stanton, “Marcas da Violência”, de David Cronenberg, “O Sabor da Melancia”, de Tsai Ming-liang, “Santiago”, de João Moreira Salles.

Pronto, agora pode reclamar à vontade. Ou, melhor ainda, pode mandar a sua lista.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo