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26/04/2010 - 22:57

Burton-Depp e as 40 melhores parcerias do cinema

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Como escrevi aqui no iG, “Alice no País das Maravilhas” foi uma decepção em vários aspectos. Mas dediquei pouco espaço a um dos problemas centrais do filme: esta foi a pior colaboração entre o cineasta Tim Burton e o ator Johnny Depp.

Eles formam uma das melhores parcerias do cinema contemporâneo – e não será “Alice” que irá manchar seu currículo conjunto. Os dois já realizaram sete filmes juntos, incluindo alguns absurdamente bons, como “Ed Wood” e “Edward Mãos-de-Tesoura”.

Como se sabe quando se está diante de uma grande colaboração entre cineasta e ator? A regra é mais ou menos clara: o intérprete torna-se automaticamente menos interessante quando trabalha com outro diretor; e vice-versa.

Funciona para todos os filmes de Burton-Depp – menos para “Alice”. Depp sempre conseguiu encontrar a humanidade dos personagens por baixo das camadas de estranheza criadas por Burton. Não no novo filme. Seu Chapeleiro Maluco nunca ultrapassa a caricatura, o compêndio de trejeitos, a marionete nas mãos do cineasta.

A revista britânica “Empire” fez uma relação das 40 maiores colaborações entre cineastas e diretores da história do cinema. Burton e Depp estão lá, merecidamente.
Há uma ou outra ausência (senti falta de grandes casais-colaboradores, como Godard e Anna Karina, Fellini e Giullieta Masina), mas no geral é uma lista boa. Tanto é que eu tentei escolher minhas dez preferidas. Mas aí vão elas:

Robert De Niro e Martin Scorsese – 9 filmes

Marlon Brando e Elia Kazan – 3 filmes

Marcello Mastroianni e Federico Fellini – 6 filmes

Jean Pierre Léaud e François Truffaut – 7 filmes

Liv Ullman e Ingmar Bergman – 9 filmes

Penélope Cruz e Pedro Almodóvar – 4 filmes

Uma Thurman e Quentin Tarantino – 3 filmes

Klaus Kinski e Werner Herzog – 7 filmes

Tony Leung e Wong Kar Wai – 7 filmes

Bill Murray e Wes Anderson – 5 filmes

Se eu tivesse que destacar a parceria mais rica, seria a de Léaud e Truffaut. Não só porque “Os Incompreendidos” e outros filmes da dupla estão entre meus preferidos, mas principalmente porque Léaud cresceu junto com Truffaut, interpretou seu alter-ego Antoine Doinel da infância à maturidade, definiu o rumo do personagem tanto quanto seu rumo foi definido por ele. A ponto de Truffaut-Léaud-Doinel amalgamarem-se e tornarem-se quase indistintos.

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17 comentários para “Burton-Depp e as 40 melhores parcerias do cinema”

  1. […] Eles formam uma das melhores parcerias do cinema contemporâneo – e não será “Alice” . Continuar a Ler » « Divulgado roteiro de antigo filme sobre os Sex Pistols Os comentários estão abertos, […]

  2. sergio disse:

    E anna karina com godard…oito senão me engano…
    E woody allen com mia farrow…12…

  3. felipe disse:

    Antonioni e Monica Vitti
    Woody Allen e Diane Keaton
    Murnau e Jannings
    Wenders e Bruno Ganz

  4. Francisco disse:

    Glauber (1969 – O dragão da maldade contra o santo guerreiro; 1964 – Deus e o Diabo na terra do sol) X Othon Bastos ? Ou, pelo seu critério, Othon Bastos é bom pra danar com todo mundo (como Paulo José)?

  5. Francisco disse:

    Aliás, o próprio Paulo José e o Domingos de Oliveira: Todas as Mulheres do Mundo, Edu – Coração de Ouro e A Culpa!

  6. calo disse:

    eu fico aqui olhando estes enlatados e comesso a perguntar como pode um pais continental com variadas culturas regionais

    ainda fica patinando nas suas meia duzias de filmes produzidos o pior e ter que ver entrevistas de algus

    falando das dificuldades de produzir ou ate conseguir finaciadores para grandes produçoes
    e esta hitoria de ficar com o pires na mao esperando uma verba do ministerio da cultura ja nao cola mais

    e nos tempos atuais alguem tem que ter coragem e tirar do papel e colocar em pratica verdadeiramente a criaçao da holliwoode brasileira o sonho de todos produtores
    e consumidores que verao bons filmes mas so nao esqueça que a maioria do povo assiste filmes de cinemas atraves da tv

    -web site-
    http://www.noboloblog.eev.com.br
    ——————-

  7. Marcos disse:

    J.B. Tanko e Renato Aragão.
    Spielberg e Harrisson Ford.
    Woody Allen e Diane Keaton, depois Woody Allen e Mia Farrow.
    Mais recentemente, Scorcese e DiCaprio (embora nunca vá superar a parceria com DeNiro).

    (Pô, Tarantino e Uma Thurman foi forçado. Kill Bill conta como dois filmes? Se é assim, vou propor Peter Jackson e Andy Serkis: 4 mega sucessos de bilheteria)

  8. Marcos disse:

    Ia esquecendo! Roger Corman e Vincent Price.

  9. noel disse:

    vc não sabe de nada de cinema, Ricardo Calil…. se vc não gostou do filme problema seu… por que vc não foi lá fazer o filme…fala serio….perdi meu tempo lendo uma besteria.. mas é a vida.. errando que se aprende a nunca mais entra este site vagabundo….

    • márcia duarte disse:

      Concordo plenamente com o Noel, a visão do crítico é a visão pessoal do crítico e, se ele não gostou, problema dele…fui ver o filme o o Deep mais uma vez está fantástico em sua nova performance – fazendo um trocadilho com o personagem – de tirar o chapéu…o colunista que procure alguma “porcaria” cinematográfica que faça jus ao pior para dar uma opinião que todos concordem…

    • Edu disse:

      Eu gostei do filme, mas esse papo de que “se você não gostou, faz melhor” é uma das coisas mais idiotas que leio pela internet e as pessoas continuam usando desse “argumento”. Triste.

  10. carmen disse:

    Maravilha ver Alice, e como não tenho a obrigatoriedade de emitir crítica( técnica) e apenas de dizer se gostei ou não.
    Com certeza fica mais fácil de se envolver no encanto da história, na fotografia do filme, na atuação dos atores e atrizes, no figurino, na direção enfim apenas gostar.
    É tudo mais leve, portanto Ricardo Calil aproveite e vá novamente ao cinema, Tim Burton e Johnny Depp sobreviverão e farão outros filmes e não esqueça que ALICE realizou muito bem a finalidade.

  11. Adalberto disse:

    Poderia ser incluída também a paerceria entre Hitchcock e James Stewart.

  12. THAIS SCANDIUCCI disse:

    Eu concordo quando você diz que o filme foi uma decepção, eu esperava que fosse bem melhor, faltou enredo. Burton se preocupou tanto com o visual do filme que se esqueceu de dar uma história interessante, o que nos prende na frente da televisão. Mas, nem por isso a imagem de Burton mudará, ele só cometeu um deslize, sempre será o melhor diretor na minha opinião *-*

  13. André Felipe disse:

    Caro Ricardo,

    não dá pra esquecer de Kurosawa e Mifune.

  14. Jessica disse:

    “Ed Wood” pra mim é, de longe, o melhor de todos na parceria Burton-Deep.

  15. jhesyka disse:

    nossa, nao acredito q eu entrei nesse site, acabei entrando aqui quando estava procurando notícias, mais confiar em uma pessoa q fala q nao gostou de alice ? nossa, sem comentários. o filme ficou perfeito, e mais uma vez a parceria depp-burton funcionou muito bem.

Os comentários do texto estão encerrados.

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