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30/04/2010 - 21:38

9 motivos para odiar o 3-D

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Roger Ebert, o mais popular crítico de cinema americano em atividade, desferiu o mais
contundente ataque até aqui à nova onda do 3-D. É uma atitude corajosa, já que o alvo é a indústria que indiretamente mantém o emprego do crítico. Mas coragem e contundência não tem sido um problema para Ebert desde que ele foi diagnosticado com câncer. Aqui vão os nove motivos, resumidos, para o ataque. Mas, para entendê-lo a fundo, vale ler o artigo completo publicado na “Newsweek”, intitulado “Por que eu odeio filmes em 3-D”:

1 – Desperdiça uma dimensão.

2 – Não acrescenta nada à experiência de ver filmes.

3 – Pode ser dispersivo.

4 – Pode causar náusea e dor de cabeça.

5 – Você já percebeu que o 3-D parece um pouco escuro?

6 – Vão fazer uma boa grana vendendo novos projetores digitais.

7 – As salas de cinema cobram uma taxa extra pelo 3-D.

8 – Eu não consigo imaginar um drama série, como “Amor sem Escalas” ou “Guerra ao Terror” em 3-D.

9 – Sempre que Hollywood se sente ameaçada, ela recorre à tecnologia: som, cor, widescreen, cinerama, 3-D, som estéreo e, agora, 3-D de novo.
O ponto mais interessante é o primeiro. Aí vai o argumento completo: “Quando você vê um filme em 2-D, ele já é em 3-D para sua mente. Quando você vê Lawrence da Arábia aparecer como um ponto no deserto e aos poucos tomar a tela enquanto se aproxima de você, você não pensa “Olha como ele cresce contra o horizonte” ou “Eu queria que isso fosse em 3-D”. Nossas mentes usam o princípio da perspectiva para criar uma terceira dimensão. Acrescentar uma artificialmente torna a ilusão menos convicente.”

Eu não concordo com todos os pontos levantados por Ebert. Certos filmes, como “Avatar” ou “Beowulf”, oferecem uma nova experiência cinematográfica que só o 3-D torna possível – e que justificam o investimento da indústria e do espectador na nova tecnologia. Mas há outros em que se sai do cinema sem saber por que o filme foi feito em três dimensões, a não ser pela razão mercantil – como é o caso de “Alice no País das Maravilhas”, infelizmente. A coisa mais sábia que Ebert diz, no final das contas, é: “Não sou contra o 3-D como uma opção, mas sou contra o 3-D como um estilo de vida”.

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27 comentários para “9 motivos para odiar o 3-D”

  1. […] marco inicial foi a lista de Roger Ebert, o mais célebre crítico americano da atualidade, com 9 motivos para odiar o 3-D. Agora, a tridimensionalidade artificial de certos filmes vem minando a reputação do formato como […]

  2. Agnaldo disse:

    Talvez o maior engano (quase escrevo miopia) que a maioria das pessoas fazem com relação ao 3D, é que ele avançou do cinema de projeção para o cinema de resolução, onde parece óbvio que cause de início um estranhamento para esta nova maneira de enxergar e ver. Absurdos defendidos por alguns de que a realidade já é 3D e por isso não precisamos de um cinema 3D é sofisma demais, afinal e de toda forma sempre enxergamos um mundo bidimensional, cabendo ao cérebro fazer as correções de profundidade e nos dar a percepção da terceira dimensão. O que os cinemas com os efeitos produzidos pelos produtores e com os óculos 3D visam é realçar estes efeitos ópticos por aumentar nossa percepção, assim como os pintores renascentistas (Piero della Francesca, por exemplo) há muito tempo fizeram com a técnica da perspectiva.
    Absurdos a parte, muitas pessoas do século XV também estranharam em sentir desequilíbrio e tontura quando olharam pelas primeiras vezes para aquelas perspectivas nas pinturas renascentistas.

Os comentários do texto estão encerrados.

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