Publicidade

Publicidade
10/05/2010 - 23:02

Anedota teórica

Compartilhe: Twitter

A edição de março da revista francesa “Cahiers du Cinéma” de março trazia um artigo sobre “Avatar” do célebre filósofo esloveno Slavoj Zizek – que se meteu recentemente em uma polêmica com o crítico americano David Bordwell. No mês seguinte, durante uma entrevista para a mesma revista, ele confessa nunca ter assistido ao filme. O editor Stéphane Dellorme, um dos entrevistadores, reclama: “Você poderia ter avisado a gente antes de ter mandado o artigo. Por que não viu o filme?”. Zizek responde: “Ah, sou um bom lacaniano e, para os lacanianos, a idéia é suficiente. Devemos confiar na teoria, não?” Mas ele promete que irá ver o filme em breve e fazer uma auto-crítica stalinista.

Na mesma entrevista, ele conta que citou “Um Corpo que Cai” e “Psicose” no livro “Jacques Lacan dentro e fora de Hollywood” antes de tê-los visto. “Por respeito a Lacan?”, perguntam. Não dessa vez: “Como um bom hegeliano, entre a ideia e a realidade, eu escolho a ideia”.

Dica do crítico Pedro Butcher

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:

Ver todas as notas

3 comentários para “Anedota teórica”

  1. gilvas disse:

    poucos minutos para a meia-noite, e tu me vens com uma dessas? excelente! ainda mais porque eu sou do tipo que não vê e não gosta. amanhã devo ver alice, mas já sei que não vou gostar.

  2. fábio disse:

    …………………………………………………………………………………………..
    …………………………………………………………………………………………..
    ……ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah……
    …………………………………………………………………………………………..
    …………………………………………………………………………………………..
    …………………………………………………………………………………………..
    …ps:……………………………………………………………………………………
    ……………..O bom da internét,….é que como não tem som,
    ……………………uma risada forçada póde passar como,
    ……………………………………………”sincera”,
    ………………………………pois não tem como o “autor”,
    ………………………………………………checar.
    …………………………………………………………………………………………..

  3. […] durante uma entrevista para a mesma revista, ele confessa nunca ter assistido ao filme. O . Continuar a Ler » « ‘Viver a Vida’ é mancha no currículo de Manoel Carlos Eu te odeio, cara » […]

Os comentários do texto estão encerrados.

Voltar ao topo