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04/08/2010 - 21:17

“Toy Story 3” é uma metáfora do Holocausto?

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“Toy Story 3” já está em cartaz há um bom tempo. Mas hoje eu trombei com uma análise curiosa do filme e achei que valia a pena voltar a falar novamente sobre ele. Primeiro, eu vi um artigo do jornal “New York Post” interpretando a história como uma metáfora do Holocausto. Depois, percebi que a tese se repetia em várias críticas. Até que cheguei ao texto com a idéia original, escrito por Jordan Hoffman para o site UGO.

“Os chocantes paralelos com o Holocausto em ‘Toy Story 3’ começam momentos depois da sequência inicial. (…) O trem de gado surge na forma de um horrível saco de lixo – mas os brinquedos não vão direto para o extermínio. Eles permanecem vivos e são colocados ‘para trabalhar’ num orfanato. Os novatos são humilhados e abusados até serem jogados numa lata de lixo, que leva a um crematório”, compara Hoffman.

Mas aí eu percebo que o autor também fez uma interpretação marxista de “Toy Story 3”, outra existencialista e uma última religiosa. Portanto, a interpretação “sionista” do filme não passava de uma brincadeira – que foi levada a sério e copiada por dezenos de outros jornalistas.

A história me pareceu um pequeno exemplo de como a crítica pode se tornar um exercício de malabarismo intelectual. Ou, por outro lado, de plágio puro e simples.

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18 comentários para ““Toy Story 3” é uma metáfora do Holocausto?”

  1. fábio disse:

    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………………..Calil?
    ………………………………………………………………………………………………..
    ……………Eu assisti o Toy story 3 bem depois de você
    ……………e ia comentar lá embaixo mas perdi o pique,
    ……………………pois a “onda ” já tinha passado.
    …………………………………………………………………………………………………
    ……………………….Na época eu apoiei o teu texto
    …………………pois ainda não tinha assistido, porém,
    ……………depois que ví,….fiquei meio descepcionado.
    …………………………………………………………………………………………………
    ……………………EU não curti como os 2 primeiros.
    ……………………………………………………………………………………………….
    ………………Achei um roteiro MUUITO cheio de coisa
    ………..e as piadas de situação ficavam em 2º plano e
    …………………………….perderam a força.
    …………………………………………………………………………………………………
    ………Acho que a leitura de HOLOCAUSTO póde rolar,.
    …………………………………………..sim,
    …………………………………………porém,
    ……………………acaba sendo uma faca de 2 “legumes”
    ………………………dando ao “drama” dos brinquedos
    …………………..uma “trama” que sê complicou demais.
    …………………………………………………………………………………………………
    ………………………..Fóra os personagens nóvos
    …………………que apareceram que tinham que ter um
    ………………………………..” histórico” também
    ……………………..o que alongou mais ainda o filme.
    ………………………………………………………………………………………………..
    …………….Nos 2 primeiros filmes os roterios são mais
    …………….simples e as piadas ficam no tempo e local
    …………………………………………..certo.
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………….O que eu mais gostei foi do começo
    …………..quando o WENDY aparece nos filmes super 8
    …………………..e os brinquedos no “velho oeste”
    …………………….se enfrentando,….foi um sarro.
    …………………………………………………………………………………………………

    • Roberto disse:

      Tenho um filho de 3 anos que adora o Woody e o Buz (respectivamente, o cawboy e o astronauta), então, eu assisti e assisto ainda diversas vezes o 1º e o 2º. E mesmo assistindo dezenas de vezes, acho-os fantásticos, com histórias empolgantes, que te prendem ao filme até o final…muito bem elaborados. Tive até que comprar os bonecos do filme para ele colecionar. Esses dias assistimos ao Toy Story 3, o qual nem ao meu filhinho de 3 anos agradou muito…imagine a mim! Achei a história muito sem graça, triste e até violenta, em alguns momentos. Não teve a alegria e empolgação dos dois primeiros filmes. Deixou a desejar…e bastante!

    • Carlos disse:

      Wendy?!! Um sarro?! Parece que você não conseguiu captar a profundidade do filme. A Pixar se superou mais uma vez e só não vou dizer que é o melhor filme do estudio pois venho dizendo isso desde Wall-e e ai ela se superou em UP e agora fez o mesmo com TS3, sendo assim, mal posso esperar pelo próximo. Quanto a metáfora com o Holocausto, acho bobagem tentar fazer esse tipo de comentário. É possível enxergar uma alegoria de qualquer assunto, até futebol se o “crítico” assim preferir.

    • claudia28@ig.com.br disse:

      O holocausto foi mais retratado em outra animação,A Fuga das Galinhas. Neste filme sim, vc tem certesa que as galinhas estão em um campo de concentração!!!!!!

  2. Algo parecido me aconteceu. Fiz uma pequena crítica aos Thundercats, mostrando que o desenho era uma metáfora do imperialismo colonial. Pode ser lida aqui:
    http://www.estadocronico.com.br/2010/07/thundercats-e-o-imperialismo.html
    Infelizmente, poucas pessoas perceberam a piada e a maioria ficou irritada com minha opinião. Pessoal sem bom humor.

  3. Calil, não li os textos originais, mas é importante lembrar a diferença entre resenha crítica e um artigo ou ensaio no qual se pode usar o filme como metáfora para algum conceito. A ideia de associar o caso ao holocausto se frustra, já que depois do inferno de Toy Story, temos o céu.

    A analogia mais propícia talvez seja aquela levantada pelo amigo Paulo Brabo: em Toy Story 3 a Pixar nos trouxe o inferno de Dante Allighiere: purgatório (orfanato), inferno (lixão) e céu (casa da menina). Acontece que não se trata de uma metáfora, mas apenas da apropriação de uma narrativa clássica, como é comum em tantos filmes usar o mito clássico do herói. Apenas uma ideia.

  4. Bola Teixeira disse:

    cara, que viagem … Toy Story é único nessa leva de “desenhos animados” da era digital

  5. Márcia disse:

    Acho que já está na hora de parar de achar que tudo é apologia ao Holocausto!!!!! O mundo não gira em torno disso!!!

  6. BETO disse:

    Na boa, se procurarmos, conseguiremos achar alguma explicação filosófica em qualquer coisa produzida pelo homem, principalmente em filmes, teatro, músicas e afins. Para mim o responsável e ou roteirista desse desenho só interpretou algo que acontece com os brinquedos normalmente, claro, sem a fantasia,,, aí vem uns malucos querendo achar sentidos absurdos disso,,,

  7. Ronaldo Costa disse:

    Acredito que tal situação vem mais uma vez demonstrar a necessidade de manter-se o assunto vivo exclusivamente pelo poder atual dos que no passado foram vítimas. Massacres do mesmo nivel de barbárie tem sido cometidos por todos os povos que detiveram algum poder no contexto internacional mas todos cairam no esquecimento porque as vítmas foram de alguma forma absorvidas em novos contextos sem manter-se apartados rosnando velhos rancores. Obama acaba de colocar uma jurista de origem judia na suprema corte e eu fico na dúvida se alguem de tal descendencia chegar a presidencia por lá, o cara não iria arranjar um meio de destruir a Alemanha.

    • Décio Milnitzky disse:

      Calil, tenho certeza de que o tema não foi aventado para suscitar comentários discriminatórios. Eu reputo ofensivo o lançado às 20:22.

  8. Carolina disse:

    Achei o filme interessante pela dinâmica de que em qualquer lugar que se chega depois ser exatamente colocado de escanteio por quem manda…uma colocação ótima por sinal para a criança entender que ninguém manda em lugar algum se ela se movimentar e não aceitar tais imposições como fizeram os personagens principais do filme em questão. Atual, lógico e coerente…mas sempre tem alguém para discordar e criticar além de comparações desse tipo. Se olharmos as coisas com olhos de crianças sem a maldade já imposta pela sociedade veremos apenas a essencia da liderança pela força e porque não pela frustração, afinal já q o lotso foi rejeitado pq os demais seriam amados???…é a pura frustração q vivenciamos em nosso mundo moderno.

  9. robson disse:

    Santa paciência. Vamos nos limitar apenas na diversão que é ver uma animação de alto nível. TS3,2,1 qualquer um é bom e divertido e somente isso. Perda de tempo essa bobagem de comparação com uma coisa tão ruim como holocausto, ir ao cinema é pra se divertir e não ficar filosofando.

  10. felipe barros disse:

    Ronaldo Costa …muito esse seu comentário…

  11. Samuel disse:

    Claudia28, “A fuga das galinhas” foi inspirado no filme “A fuga do Inferno” com Steve McQuen e, como o original, é bem legalzinho, com as apreensões naturais de uma prisão mas também como brincadeira lúdica.
    Marcia, desculpe, mas nunca é demais lembrar o holocausto. Voce que vive confortávelmente no seu sofa, comendo pipoca e teclando na net tem a “sensação” de que vive num mundo perfeito. Um nada separa voce do absurdo. Mas um nadinha mesmo. De repente, (como Sacha no conto “A metamorfose” de Kafka) voce pode acordar em outra dimensão, onde todos os valores que voce cultiva não servem pra nada. Sem ir ao holocausto, veja (mas veja com tranquilidade, solvendo, deixando a história entrar na tua veia), o filme de Angelie Jolie, “A Troca” – direção de Stewood. A personagem vive no melhor dos mundos, cria um filho, tem um bom emprego, acredita no futuro e na segurança da sociedade prestada por essa figura de ficção chamda “Estado”. De repente um fato inesperado, (como Sacha de Katka), ela acorda num pesadelo. Um terrivel pesadelo que se arrastou por toda a sua vida. Um fato que a fez mudar de dimensão, (preste atenção na cena do Presidio, quando ela vai visitar um serial killer – vou até contar – ela discute com o assassino, dai o policial leva o condenado embora e fecha a personagem a personagem de Angelie na cela, uma metafora de inversão de valores – quantas vezes voce na tua vida já não se sentiu refem da violência, voce teve que se trancar em sua sala, enquanto a bandidagem fica livre na rua?? A historia de “A troca” nunca acabou, e o filme dá a falsa sensação de se arrastar, mas a idéia do diretor Clinton Stewood é fazer quem assiste ter a desagradável sensação de que nada se resolve. Embora a história toda seja um tremendo “absurdo”, criado por essa figura ficcional chamada “Estado” que alimenta a violencia do filme, ela é verdadeira e realmente aconteceu. De bom é que serviu para mudar muito as leis nos Estados Unidos e por decorrência beneficiar os direitos dos cidadãos. Voltando ao “holocausto”, que vc diz não ser importante, vale lembrar que foi criado como meta de Estado, por um governo legalmente constituido (A Alemanha de Hitler), e sempre tem alguém trabalhando para o mal retornar. O mal, aprenda, tem que ser combatido todos os dias, todos os instantes, ele pode renascer a cada hora, porque está dentro de todos nós, basta que voce o esqueça ou o alimente.
    Não levem a mal meu comentário. Sou da paz e gostei de ler tudo neste blog. Um abraço.

    • fábio disse:

      …………………………………………………………………………………………………
      ……………………………….Nóssa,..Samuel,
      ……………………………você foi fundo heim..?!
      …………………………………………………………………………………………………
      ……….Eu não vi o filme da Angelina,….mas você GOSTOU
      …………………………………………dele..???
      ………………………..Digo,…achou um pu.. filme…?
      …………………………………………………………………………………………………
      ……………….Ou o que te prendeu mais foi esse lance
      …………………………………………do Kafka…?

  12. Flavia Richard Heigel disse:

    Toy Story foi a grande sacada do ano. Inteligentemente disfarçado.

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