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23/08/2010 - 21:44

Cinema brasileiro sofre mais uma baixa

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Antes de um debate na Bienal do Livro de São Paulo, no último sábado, o cineasta Ivan Cardoso me confessou: desistiu do cinema. Jogou a toalha. Parou de vez. Ao longo do debate – com a diretora Laís Bodanzky, o roteirista Luiz Bolognesi e o secretário do Audiovisual Newton Cannito -, não escondou sua amargura com o estado das coisas. Reclamou das dificuldades de produção no esquema das leis de incentivo e dos editais, protestou contra a influência da TV nos filmes brasileiros, , lamentou a impopularidade do velho cinema popular, atacou – de forma agressiva e muitas vezes gratuita – os outros participantes do debate como representantes do status quo.

Com 57 anos, Cardoso tem em seu currículo alguns grandes sucessos, como “As Sete Vampiras” e “O Segredo da Múmia”, misturando horror e comédia num gênero que batizou de “terrir”. Mas seu último filme, “O Lobisomem da Amazônia”, produzido por Diler Trindade com leis de incentivo, foi finalizado em 2005, estreou apenas em 2009 e sumiu dos cinemas sem deixar vestígios. Ele diz que tem outro filme pronto, mas que não faz nem questão de tentar lançá-lo. “Todos nossos grandes cineastas estão mortos”, ele disse no debate. Mas em seguida abriu algumas exceções, para Julio Bressane e José Mojica Marins, por exemplo.

A confissão da desistência de Cardoso vem se somar a uma notícia que o crítico Inacio Araújo deu no seu blog algum tempo atrás, sobre a decisão de Andrea Tonnacci de fechar sua produtora, apenas um ano depois de lançar “Serras da Desordem”, uma das poucas obras-primas recentes do cinema brasileiro.

São dois nomes associados ao chamado “cinema marginal”, dois sobreviventes de uma fase riquíssima do cinema brasileiro. Antes eles podiam dizer que estavam à margem do cinema oficial. Hoje nem isso.

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11 comentários para “Cinema brasileiro sofre mais uma baixa”

  1. fábio disse:

    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………………É,
    …………………………………………………………………………………………………
    ……………………..como dizia,…………..Fócrates………..:
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………
    ………………………………………………………………………………………………..
    …………………………………………..”É,
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………sóda”
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………

  2. Abel disse:

    Jorge Furtado está bem vivo. Consegue fazer filmes comerciais extremamente bem-feitos, sobre temas nacionais e sem recorrer a violência ou baixarias. Até uma múmia, como Arnaldo Jabor, voltou a dirigir. Esse senhor, Ivan Cardoso, parou no tempo – provavelmente, nos anos 80.

  3. J.S. Max disse:

    Cinema brasileiro é uma piada!…

  4. Marcia disse:

    ‘Brimo’ num izkenta, em breve não mais serão necessários diretores, artistas, roteiristas, etc, será tudo na base do computador…e o pior, a ‘ignorantada’ adora, veja o caso daquela coisa chamada avatar.kifac !

  5. getulio grigoletto disse:

    O cinema, no Brasil, sofre de um mal crônico. Excluindo o período anterior aos anos 1970, nunca mais foi o mesmo. O que tivemos, após esse período, excetuando alguns cineastas, foram alguns jovens de classe média ora mamando na Embrafilme, ora usando orçamentos das escolas públicas de comunicação e, mais recentemente,
    “catando” dinheiro de incentivos para realização de “filmes”
    e também para se manterem, pois que ninguém é de ferro e nem de celulóide, já que o que se faz hoje são audio-visuais e não cinema propriamente.
    Assim, os subsídios mal destinados servem apenas para manter em atividade alguns “cineastas de um filme só”, ou de porcarias, uma atrás de outra, enquanto as portas se fecham para novos talentos que estejam alheios às “panelinhas” ou mal entrosados com as políticas de incentivos vigentes…
    Os subsídios que foram destinados ao cinema brasileiro não tornou possível uma produção regular. Os motivos são conhecidos… Isso impossibilitou a formação de técnicos competentes que pudessem viver profissionalmente do cinema, refletindo por sua vez, num cinema de pouca qualidade técnica, na maioria das vezes.
    Muitos dirão: “mas o Brasil é assim e o cinema reflete o Brasil.” Eu não acredito nisso. Não é assim com as artes plásticas; não é assim com a música, com a televisão, com a arquitetura…
    Por outro lado, o mundo já não é o mesmo. Nem os melhores festivais internacionais estão mais interessados no folclore dos países subdesenvolvidos. E de agora em diante, com a globalização, o filme passa a ter importância como produto para exportação. É claro que o filme serve de suporte para a diversidade cultural de um país, no entanto, a “embalagem” dessa cultura já não pode ser a mesma, quando espectadores se habituam cada vez mais com a mídia informatizada e cada vez menos pessoas buscam o cinema simplesmente como meio de informação.
    Parece-me que o Brasil perdeu o “bonde cinematográfico” quando pensou que o cinema podia ser feito apenas com “uma idéia na cabeça e uma câmara na mão”, mas também por cineastas que pensavam (e ainda pensam) cinema como um dever de Estado ou um panfleto político, deixando de lado a manifestação artística com sua multiplicidade, que pede o auto-retrato sim, mas que deve, também, acolher experiências e temas universais.
    Nos dias atuais parece que uma nova luz se acendeu. E mais uma vez porque a energia que a faz acender é uma lei de incentivos.
    O Cinema Brasileiro é como um filme que está sendo projetado através de uma cópia maltratada, numa sala ruim, num projetor antigo, por um operador mal preparado: Está passando bem, de repente enrosca e apaga. Entre gritos e assobios, dá-se um jeito e volta a passar. Sempre tropeçando nas emendas mal feitas.

    • fábio disse:

      …………………………………………………………………………………………………
      …………………………………Com este,
      …………………………………..” textão “,
      ………………………………………..aí,
      ………….você poderia escrever um “roteiro” de filme de,
      …………………………………………………………………………………………………
      ………………………………….. ” terror “.
      …………………………………………………………………………………………………
      ……………………………….Poderia chamar..:
      ………………………………………………………………………………………………..
      ………………………………………………………………………………………………..
      …………………………A Getúlio Produquichãns,
      ……………………………………..apresenta..:
      …………………………………………………………………………………………………
      ………………………………….cólor bi de luche
      …………………………………………………………………………………………………
      …………………………………………………………………………………………………
      ………………….” Ascensão e quéda dos PISTOLÕES ”
      …………………………………………………………………………………………………
      …………………………………………………………………………………………………
      …………………………….Só não me chama o,
      …………………………….. José Mojica Marins,
      ………………………………………….prá,
      … …………………………………….”dirigi “,
      ……………………………………………tá.
      …………………………………………………………………………………………………
      …………………………………………………………………………………………………
      ……………………………………..Patrocínio….:
      …………………………………………………………………………………………………
      …………………………………”Instituto butãntã
      ……………………Onde o estado incendeia as cóbras
      …………………………..e depois a base de viagra
      ……………………………………… móstra o,
      ……………………………………….. ” pau “.
      …………………………………………………………………………………………………
      …………………………………………………………………………………………………

  6. Guilherme disse:

    Uauuuuuuu! O Ivan Cardoso se aposentou????? Nossaaaaaaaaa!! Chego a me perguntar se o Cinema Brasileiro vai se recuperar desse golpe algum dia. Uma perda latimável!!! Aliás, que filmes ele dirigiu mesmo????

  7. João P. Sembrasso disse:

    …É… Não seria o caso de partir para Tropa de Elite 3, Tropa 4, Tropa 5, Tropa 6… etc, etc…

  8. BRASILEIRO disse:

    QUEREMOS TROPA DE ELITE , sucesso ABSOLUTO.O resto de Cine Brasil não presta.

  9. Alexandre Cesar pereira nunes. disse:

    Filme brasileiro se resume em “sexo drogas e baixaria”.conteudo zero, não se tira nada de produtivo.

  10. Eduardo Miranda disse:

    Acho que todo mundo reclama demais. O Bressane não fica aí choramingando, tá sempre correndo atrás, com dificuldades para conseguir produzir, mas com filmes cada vez melhores, como atesta “A Erva do Rato”. Há novos diretores. É preciso lembrar desse pequeno grande detalhe. Eles também precisam de verba para filmar. Enfim.

    Calil, parabéns pelo seu filme. É uma bela maneira de relembrar uma noite tão significativa na música e na cultura brasileiras.

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