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08/10/2010 - 22:48

Novo “Tropa de Elite” troca a catarse pela reflexão

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Vi “Tropa de Elite 2” na primeira sessão do dia de estréia no circuito comercial em São Paulo, no Cinemark Eldorado, hoje às 12h45. Na saída, as pessoas caminhavam silenciosas, cabisbaixas, pensativas. Uma reação muito diferente da descrita pelo colega Ricardo Kotscho na pré-estréia de ontem, que teve aplausos calorosos, como de hábito nessas ocasiões festivas. Acima de tudo, uma reação muito diferente da catarse provocada por “Tropa 1”.

Sim, essa é a primeira sensação deixada por “Tropa 2”: um filme menos catártico que o original (embora também tenha também momentos que despertam instintos primários, em particular a surra do coronel Nascimento em um deputado federal). Mas também um filme mais complexo, mais maduro. Melhor, em resumo.

No primeiro, havia aquela divisão básica: de um lado, os policiais violentos, porém incorruptíveis, do Bope; do outro, bandidos, policiais desonestos, ongueiros hipócritas. Para a maioria dos espectadores, não era difícil tomar um lado.

Neste segundo filme, tudo é mais complicado. Promovido a subsecretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Nascimento (Wagner Moura, mais uma vez brilhante), por um lado, ajuda a eliminar o tráfico, mas por outro acaba estimulando a proliferação das milícias de policiais – que dominam favelas com um grau de violência e corrupção semelhantes aos dos bandidos e ainda funcinam como cabos eleitorais de políticos populistas em regiões pobres.

Ao combater “o sistema”, Nascimento termina por fortalecê-lo – em um processo que José Padilha demonstra com um didatismo muito eficiente, esclarecedor, e que transforma seu protagonista em uma figura ainda mais densa e trágica.

O cineasta continua se divertindo em sua gangorra ideológica particular. Se o documentário “Ônibus 174” foi visto como um libelo esquerdista e “Tropa 1” foi tachado de fascista, agora Padilha elege como o herói impoluto de seu filme um deputado de oposição que denuncia as milícias (na interpretação visceral de Irandhir Santos).

E, dentro de seu novo filme, ele se alterna entre momentos de truculência (como na cena da eliminação do corpo da jornalista que investiga os milicianos) e ternura (a reconciliação entre Nascimento e seu filho em uma luta marcial), de sutileza e obviedade (no final que aponta a câmera e o dedo para o Congresso nacional, sendo que já estava devidamente demonstrado ao longo do filme a responsabilidade da política como fonte de nossos males).

Em “Tropa 1”, o final era violento, mas esperançoso. Com o tiro do policial no rosto do traficante, o público deixava o cinema com a sensação de uma resolução simplista, abrupta. Em “Tropa 2”, a solução é complexa, a longo prazo, depende da união de setores apartados e minoritários, como policiais honestos e políticos bem-intencionados. Mas, enquanto isso não vem, inocentes continuarão a morrer e corruptos seguirão sendo eleitos. Os espectadores podem deixar este novo filme com uma sensação de impotência. Mas ela talvez seja mais produtiva do que a satisfação fácil oferecida pelo filme anterior.

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6 comentários para “Novo “Tropa de Elite” troca a catarse pela reflexão”

  1. Seu lado critico bate de frente

    Isso também merece critica para virar um filme

    Opção para mais filmes

    O fim dessa era econômica avulsa, para uma era econômica associativa que vira para ficar entre-nos

    O fim dessa era econômica avulsa esta próximo do fim segundo as equações da ficção

    Uma nova era econômica associativa começara para ficar entre-nos

    Esta se aproximando o dia de tudo começar para o mundo real entrar na era da ficção entrando em sintonia mundial para sair da era avulsa e começar entrar na era associativa num sistema único universal, em rede em linha mundial

    Com tudo de baixo para cima ter o mesmo teto a mesma sintonia em tudo incluído cambio moeda imposto documentos educação tudo virando uma única coisa numa base só de partida minimizando os custos aumentando a rentabilidade produtiva

    Isso ira dar fim a miséria mundial as favelas fim da fome fim dos moradores de rua começando a infra-estrutura global os problemas são nossos a solução e nossa

    Entre o sim e o não e melhor escolher o S da solução com o sim da esperança que todos esperam do que o não sem rumo para os que têm sendo sugados pelos que não tem

    Isso esta escrito na ficção há anos onde diz que o menor abandonado serra igual o maior e todos serão iguais

    Essa mudança começaria USA e se alastrara por todo planeta terra, poderá chegar o dia de a gente ir para o espaço só com a passagem de ida para outro planeta ou plataforma espacial

    Isso poderá acontecer se não evitarmos por falta de manutenção no planeta terra que hospeda a gente sem cobrar taxa de condomínio, por falta de por uma taxa de condomínio por habitante da terra, que de manutenção na natureza que melhore o clima e o nosso clima

    Assim como os vírus protipos voltaram aos seus criadores treinados multiplicados de acordo com as intenções só foram positivos voltam positivo se foram negativos voltam negativos

    Isso não e um desejo e uma necessidade da nossa continuação deixando descendentes naturais descartando todas as invenções

    http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/10/08/economista-diz-que-desemprego-nos-eua-vai-turbinar-alta-do-real-2/

    Parte desse postado extraído da ficção

    Se a tecnologia e capaz disso em todos os sentidos, imagina o que será capaz em soluções futuras, associado à ciência
    http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/10/mineiros-choraram-muito-diz-psicologo-do-resgate-no-chile.html

    Dizem que a um vírus com a bactéria mais resistente, onde nem um antibiótico consegue imunizar

    Essa nova onda de bactéria sem ter um antibiótico que imunize esta a caminho de levar muito gente, e já há comentários que na Europa e pelo mundo afora esta deixando as pessoas em estado de alerta preocupante, e nem tem como deixar isso em segredo, sem a cura, se esses boatos forem possíveis de serem verdadeiros, sem mais fortes que toda proteção presente

  2. A união dos temas

    Pode ser uma carta na manga, para mais filme

    Também daria filmes novelas seriados documentários

    “Sobre demônios”

    Quem sabe isso mais a historia do Bruxo de Benjamin Constant

    Demônios do presente são os que tiram alimento da boca das crianças deixando sem educação, com a fome perdem o sentido da vida, depois de adulto começam a praticar os mesmos atos, em tudo

    Quando ninguém devia passar fome, e sim educar para vida ter sentido, melhorando o clima entre nos e o clima da natureza, se cura na semente cuidando no crescimento educando na hora certa da vida para viver a vida, como tem que ser vivida

    Em todos os meios se aproveitam disso, mas essa era avulsa esta mudando para era associativa, que colocara o ser humano em primeiro lugar, como a fonte de todas as matérias primas

    Demônios a maior invenção ficcional de todos os tempos existente da humanidade sendo muito bem explorados pelos que não acreditam nessa ficção, e outros fatores idênticos

    Mas que levam muitos acreditar nisso tirando todo tipo de beneficio usando como uma fonte de renda promissora fazendo muita gente vitima por sugestão imaginaria

    Em relação a todos os fatos que iram se suceder adiante de nos são seqüências naturais por saturação por falta de manutenção devida em cima do sistema do nosso universo que sustenta nossas vidas

    A probabilidade da vinda dos efeitos que a terra sofrera por falta de manutenção ambiental levara parte de tudo que existe entre essas partes estamos-nos que seremos sugados juntos numa media razoável que pode chegar a variar entre 30 a 40%

    E a mesma proporção será levada com as seqüelas que ficaram depois da natureza se assentar pelos vírus que se propagaram

    Sobrara tudo na mesma proporção de 30 a 40% de tudo e de nos ficara nesse chamado filtrando tirando o excesso pelo nosso excesso

    Ainda há tempo de evitar mas parece que vamos preferir o castigo no lugar da solução devido nossos hábitos não mudamos seremos mudados

    Essa lógica prevalecera entre nos como a mais provável porque preferimos pagar para ver no lugar de corrigir, e assim como clima entre nos e tenso o clima da natureza esta ficando mais tenso deixando a gente com a química das químicas sem a devida paciência assumindo os descontroles no lugar dos controles

    Isso e o sinal pedindo urgência para sermos colocados como uma fonte da prioridade máxima para sermos pesquisado novamente começando do zero colocando a gente como a única matéria prima existente insubstituível ainda, acima de qualquer outra matéria prima, e o caminho da reversão para começar a equilibrar o nosso clima e o clima da natureza que sustenta a gente que não precisa de nos e sim nos da natureza e do clima

    Todos nos iremos morrer na hora certa, ou antes, por questão da nossa falta de educação no nosso pavio não ter sido educado altura, ate a morte sair de linha vamos ter que conviver com isso naturalmente

    http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/10/08/tropa-de-elite-2-e-de-tirar-o-folego/?allcomments#comments

    Parte desse postado extraído da ficção

    • fábio... disse:

      ……………………………………………………………………………………………………..
      …………………………………………………………………………………………………….
      ………………………………………..Eiiiiita,
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      …………………………” LÉQUIÇOTAN” vencido,
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      ……………………………………………dá,
      ………………………………………………………………………………………………
      …………………………………………nisso!
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      ……………………………………………………………………………………………….

  3. Karen disse:

    Cinemark do SP Market ontem, na sessão das 20h, o filme foi aplaudido e o que mais se ouvia: “será que o 3º vai demorar pra sair?”
    Eu achei melhor que o Tropa 1.

  4. Robertinha disse:

    Vi hoje em Brasília. Um lugar incomum pra assistir – até pela cena final, concorda?
    Surpresa. Apalausos quando o policial bate no corrupto (no #1, era aplauso quando o bandido/traficante apanhava). E um “argh” quando a cena esticou demais (esticou mesmo).
    Pena que não passou antes do 1o. turno.
    No cinema, encontrar a recepcionista do prédio onde trabalho foi tudo. O filme ainda pode virar voto.
    Afinal, aqui em Bsb a mulher do Roriz é candidata – o exemplo mais puro e simples do Fija Suja!

  5. M.Sauer disse:

    Afinal, quando vai sair o pirata? O cinema está muito caro.

Os comentários do texto estão encerrados.

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