Publicidade

Publicidade

Arquivo de janeiro, 2011

30/01/2011 - 12:19

Tiradentes vira epicentro do cinema de invenção

Compartilhe: Twitter

“Os Residentes”, do mineiro Tiago Mata Machado, foi o grande vencedor da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, levando os prêmios do júri da crítica e do júri jovem como melhor filme da Mostra Aurora.

Em termos relativos, não posso dizer se é uma vitória justa, já que não vi todos os filmes em competição. Em termos absolutos, dá para cravar: “Os Residentes” merece. É um filme sem (quase nenhuma) medida, mas com (um imenso e evidente) talento.

Dá vontade de cortar meia hora de duração, limpar os excessos da trilha sonora. Por outro lado, o filme tem muitos momentos muito fortes, em especial aqueles em que Machado trabalha com poucos elementos, como a longa discussão de um casal. Um homem, uma mulher, um quarto são suficientes para a melhor cena que vi em um longa de ficção brasileiro recente.

Mas a vitória de “Os Residentes” é um detalhe. O que importa mesmo é a confirmação de que existe um futuro para o cinema brasileiro de invenção, ousadia e experimentação; de que a exceção está ficando mais numerosa para se tornar uma alternativa real à regra. E o epicentro desse tremor é aqui, em Tiradentes.

Como eu disse no debate com os realizadores do belo longa cearense “Os Monstros”, eu sempre volto de Tiradentes esperançoso com esse futuro. Dessa vez, não faz mais sentido falar em esperança. É uma realidade concreta, palpável.

Para mim, isso ficou patente no dia em que foram exibidos, na sequência, “Os Residentes”, “Os Monstros” e “Santos Dumont: Pré-Cineasta?”. Era um dia tenso, porque se tratava de três filmes que poderiam ser classificados rapidamente como “difíceis”. Mas os espectadores não desistiram de nenhum deles. Ficaram firmes, aplaudiram ao final. Uma noite que deixou a clara sensação de que houve um momento de comunhão entre público e crítica, entre curadores e realizadores para todos se abrirem ao diferente. Em Tiradentes, não existe mais filme difícil.

Nesta edição específica, houve também a comunhão entre o velho e o novo, entre realizadores e críticos veteranos e iniciantes. Em anos passados, parecia haver uma tensão no ar entre esses dois pólos. Agora ela parece ter se dissipado na busca por um terreno comum. Ok, o relato soa meio hippie. Mas – apesar do stress velado e natural da competição, do encontro de egos – foi assim. Por alguns dias, Tiradentes foi uma pequena Woodstock da cinefilia, com cachaça mineira em vez de LSD.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/01/2011 - 22:17

Como explicar a avalanche de filmes mediúnicos?

Compartilhe: Twitter

No pequeno espaço de um mês, eu vi seis filmes estrangeiros que tratavam, com maior ou menor ênfase, da comunicação entre os vivos e os mortos: “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos”, “Além da Vida”, “A Árvore”, “A Morte e Vida de Charlie”, “Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas” e “Biutiful”. Será que existe uma razão para essa invasão do além nos cinemas? Ou será uma coincidência?

Difícil responder. Mas acho que dá para afirmar ao menos que se trata de um evento bem diferente da onda espírita no cinema brasileiro. Aqui, me parece, estamos diante de um fenômeno de mercado: identificou-se um novo filão de público (a partir de “Bezerra de Menezes”) e passou-se a produzir filmes voltados para uma audiência específica (“Chico Xavier”, “Nosso Lar”), embora com o desejo, claro, de extrapolar esse universo. Para atingir o público do maior país espírita do mundo, o filme precisa ser um ato de fé. Ou seja, tratar a comunicação entre vivos e mortos como um dado não apenas concreto, como essencialmente positivo.

Já nas produções estrangeiras a visão é diversa. Elas não podem ser classificadas como filmes espíritas, e sim filmes sobre a mediunidade. Em “Além da Vida”, de Clint Eastwood, há o médium que vê seu dom como um fardo, a jornalista que busca evidências científicas para a comunicação com os mortos, o garoto que passa por vários mediuns charlatões antes de encontrar um honesto. Em “Biutiful”, de Alejandro González Iñárritu, a mediunidade de Javier Bardem também não é bolinho; entre outras coisas, ela obriga o personagem a se confrontar com os espíritos de pessoas que ele acidentalmente ajudou a matar.

Em “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos”, Woody Allen parece, a princípio, nos oferecer um olhar irônico sobre a comunicação com os mortos, já que a médium do filme é uma canastrona; ao final, porém, sua previsão é acertada, e sua cliente realmente encontra o homem de seus sonhos, o que torna o filme no mínimo ambíguo. Já “Tio Boonmee” traz uma visão budista sobre o tema; nele, a vida após a morte é aceita como algo natural, pessoas e espíritos convivem serenamente, sem sobressaltos.

Voltando à pergunta do início do texto: existe alguma explicação para que tantos filmes, de lugares tão diversos, se voltem para a mediunidade neste momento? Alguém pode arriscar a tese de que o cinema está exaurido de narrativas realistas, de que os cineastas perceberam que aquilo que não pode ser visto é tão importante para sua arte do que aquilo que pode. Mas é uma tese de difícil comprovação. Assim como a vida depois da morte.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/01/2011 - 12:39

Favorito ao Oscar não é o filme com mais indicações

Compartilhe: Twitter

O anúncio das indicações ao Oscar deste ano trouxe poucas surpresas pontuais. Talvez a ausência de Christopher Nolan na categoria de melhor diretor ou do filme “The Town” como melhor produção. Ou ainda a lembrança do francês “O Mágico” como melhor animação. Nada muito chocante.

Mas houve alguma novidade na hora de somar as indicações. “O Discurso do Rei” vai concorrer em 12 categorias, maior número deste ano. “Bravura Indômita” ficou logo atrás, com 10. E depois vieram “A Origem” e “A Rede Social”, com 8.

Com a exceção do desempenho de “A Rede Social” (que despontou como favorito já na temporada de prêmios), não era tão óbvio assim que seriam esses os filmes com mais indicações ao Oscar deste ano, que seriam eles a largar na frente na corrida ao prêmio.

Essa vantagem aritmética dá uma falsa noção de favoritismo na disputa. É apressado, e provavelmente equivocado, afirmar que “O Discurso do Rei” se tornou o favorito ao prêmio, por causa do número de indicações. Ou que seu principal concorrente na disputa será “Bravura Indômita”.

Cada categoria é uma disputa à parte. É um clichê do tipo “o jogo só acaba quando termina”. Mas é também um fato.

“O Discurso do Rei” tem grandes chances de levar o prêmio de melhor ator para Colin Firth (embora Javier Bardem esteja correndo por fora) e razoáveis para roteiro original (deve ser um dos prêmios de consolação para “A Origem”). A produção inglesa deve garantir também aquelas categorias menores, como figurino e direção de arte, que em geral vão para filmes de época. É bem provável que saia da cerimônia como o filme com maior número de estatuetas, mas isso não significa que será o grande vencedor da noite (quanto a “Bravura Indômita”, não é impossível que saia da festa de mãos abanando).

Em boa parte das categorias principais (melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado), o favorito continua sendo o mesmo de sempre: “A Rede Social”. E são essas as categorias que determinam quem será “the winner” – como gostam de dizer os americanos.

***

Quanto à indicação de “Lixo Extraordinário” ao Oscar de melhor documentário, não foi uma surpresa. E digo mais: não será surpresa tampouco se ele ganhar o prêmio. Eu apostaria minhas fichas nele. Essa co-produção Brasil-Reino Unido ganha prêmios e aplausos do público por onde passa. E tem um ingrediente que a Academia aprecia muito: é uma história de superação das adversidades através da arte. Talvez seja o filme que irá finalmente contemplar nosso ufanismo, sempre frustrado pela premiação. Já dá até para chamar o Galvão Bueno para a transmissão. “Lixo Extraordinário” é o Brasil no Oscar.

P.S.: sem querer jogar água no chope do ufanismo, o nome do brasileiro João Jardim foi esquecido pelo site oficial da Academia entre os diretores de “Lixo Extraordinário”. Já o dos ingleses Lucy Walker e Angus Aynsley está lá. Veja aqui. Será que foi um mero esquecimento?

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/01/2011 - 07:39

Globo de Ouro indica: é ano de barbada no Oscar

Compartilhe: Twitter

Nos últimos tempos, o Oscar tem se dividido entre os anos das grandes barbadas (“Titanic”, “Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”) e os anos das disputas indefinidas entre grandes e pequenas produções (“Avatar” x “Guerra ao Terror”; “O Curioso Caso de Benjamin Button” x “Quem Quer Ser um Milionário”).

O Globo de Ouro já não é considerado há algum tempo o melhor termômetro para o Oscar. Mas ontem a festa da Associação Internacional de Imprensa de Hollywood teve o papel de reforçar a impressão – vinda de toda a temporada de prêmios – de que este é um ano de barbada.

Antes do Globo de Ouro, havia uma dúvida se “O Discurso do Rei” poderia se posicionar como um concorrente forte na corrida aos principais Oscars contra “A Rede Social”. Depois de ontem, ficou claro que a produção sobre o Facebook é franco favorito em três das categorias mais importantes: melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado.

Não deve ser um massacre, porque “A Rede Social” não deve acumular Oscars nas categorias de interpretação ou nas técnicas. Mas garantir estatuetas nessas três categorias, como parece muito provável a esta altura, indica que este será o grande vencedor do Oscar.

Nas outras categorias, este deve ser um ano de premiação pulverizada. Colin Firth confirmou seu favoritismo ao Oscar de melhor ator, Natalie Portman e Anette Bening deram um passo adiante das concorrentes como melhor atriz, “The Fighter” mostrou que pode levar os dois prêmios para coadjuvantes, para Christian Bale e Melissa Leo.

De resto, a festa me pareceu, como de hábito, mais simpática, honesta e menos provinciana que as do Oscar – apesar da evidente obrigação de cada apresentador se sair com uma piadinha esperta. A melhor foi a de Robert De Niro, brincando com a má qualidade de seus filmes recentes: “Fiquei muito feliz de saber que vocês me chamaram para receber um prêmio honorário dois meses depois da estreia de ‘Entrando numa Fria Maior ainda com a Família’.”

Alguns prêmios bacanas para produções e profissionais que admiro e mereciam: “Carlos”, do grande cineasta francês Olivier Assayas, como melhor minissérie ou filme para a TV, “Boardwalk Empire” como melhor série de TV de drama e seu protagonista Steve Buscemi como melhor ator, Katia Segal (ex-“Married with Children”) como melhor atriz de drama, Claire Denis como melhor atriz em minissérie ou filme para TV, Trent Reznor e Atticus Ross como autores da melhor trilha sonora para “A Rede Social”.

Para a noite ser melhor, faltou “Toy Story 3” ganhar como melhor filme (só levou o prêmio de melhor animação) e ser levado a sério no Oscar. Afinal, todos nós sabemos que o desenho da Pixar é muito mais filme que “A Rede Social”.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
13/01/2011 - 18:50

Clint Eastwood materializa o além

Compartilhe: Twitter

Clint Eastwood é um materialista. Um artista que define os homens pelos seus atos – não por suas palavras, nem por suas ideias, muito menos por suas crenças. Por isso me soou estranha a notícia de que ele faria um filme sobre algo tão impalpável quanto a comunicação entre vivos e mortos. Somando isso à má recepção do público americano e de boa parte da crítica brasileiro, eu confesso que fui ao cinema com o pé atrás.

Mas “Além da Vida” é uma boa surpresa. Ou melhor, um bom filme de Clint Eastwood nunca pode ser classificado como uma surpresa. Mas certamente houve uma bela reversão de expectativas. Clint conseguiu se sair bem num meio que não é seu habitat natural. E fez isso basicamente sendo fiel a si mesmo. Ou seja, abordando um tema quase esotérico com o mesmo materialismo de toda sua obra, filmando um médium tendo visões da mesma forma que ele filmaria um caubói sacando uma pistola: com seu estilo sem firulas, direto ao ponto, pé no chão.

O filme tem alguns dos melhores momentos da carreira de Clint como diretor – a começar pela sequência de abertura, que reproduz o tsunami que atingiu a Tailândia. Me parece incrível que um diretor de estilo tão franciscano filme tão bem uma sequência de desastre natural – tão melhor que diretores especializados em sequências de ação. Depois, ele se sai igualmente bem em cenas de total intimismo – como as interações entre os personagens de Matt Damon e Bryce Dallas Howard na aula de culinário ou entre os irmãos gêmeos num estúdio fotográfico.

Há algum sentimentalismo, como apontaram alguns críticos? Claro, existe. Mas seria estranho se não houvesse ao falar de um tema como a morte. Existe um uso exagerado e redundante da música nas cenas dramáticas? Sim, e esse é um problema recorrente na obra de Clint. Mas quem tem moral para dar um toque no cara a essa altura do campeonato? Só se for o Manoel de Oliveira.

O principal problema do filme, a meu ver, é adotar a estrutura narrativa da moda (ou da moda de cinco anos atrás): três núcleos separados que se unem artificialmente no final. O roteirista Peter Morgan (de “A Rainha”) é bem melhor do que um Guillermo Arriaga (que usou essa fórmula em “Amores Brutos”, “21 Gramas” e “Babel”), mas o fato é que ele não acrescenta nada de novo ao formato.

De resto, é o velho Clint: aquela sensação de que a câmera nunca poderia estar em outro lugar, aquela solidez de sempre e alguma delicadeza quase inédita. Do meu lado, não tenho do que reclamar.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/01/2011 - 22:26

“Enrolados” se beneficia do toque do mago da Pixar

Compartilhe: Twitter

A Pixar não apenas vem realizando os melhores desenhos animados de Hollywood nos últimos anos, filmes brilhantes como a trilogia “Toy Story”, “Procurando Nemo” ou “Monstros S/A”. Com sua excelência, a produtora elevou o nível de qualidade de todas as animações americanas. Seja de forma indireta, obrigando a concorrência a melhorar – em especial a Dreamworks com a série “Shrek” e “Kung Fu Panda”. Seja de forma direta, com John Lasseter, mentor da Pixar, assumindo o controle artístico das animações da Disney.

As melhoras já haviam ficado claras em “A Princesa e o Sapo”, um desenho feito à mão, com cara da velha Disney, mas com o espírito da Pixar: mais crítico e moderno, menos adocicado e ingênuo. Com “Enrolados”, uma animação 3-D que é o primeiro filme da Disney totalmente supervisionado por Lasseter, as vantagens da mudança ficam ainda mais evidentes.

“Enrolados” retorna ao universo essencial da Disney, o conto de fadas. No caso, o da Rapunzel. Mas o atualiza com ambigüidades, com uma heroína menos passiva, um herói de caráter duvidoso, alguns vilões adoráveis, uma trama mais aventureira e menos edulcorada e assim por diante. Uma distância enorme para as histórias de princesas recentes da Disney, como “A Bela e a Fera” ou “Pocahontas”. Só faltou acabar com a cantoria chata, a cargo do indefectível Alan Mencken. Mas aí já não seria um desenho da Disney.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/01/2011 - 22:32

Documentário no YouTube dá a real sobre WikiLeaks

Compartilhe: Twitter

Ao ler a cobertura da imprensa sobre o WikiLeaks, sempre senti falta de uma boa explicação sobre as origens do projeto e de seu criador, Julian Assange. Eu acabei por encontrá-la no YouTube, onde é possível assistir na íntegra a um corte ainda não-definitivo do documentário “WikiRebels”. Realizado pelo canal sueco SVT, o filme tem cara de reportagem de TV estendida, mas é um retrato bastante completo e competente da trajetória de Assange, desde os tempos de hacker na Austrália em sua adolescência até sua prisão no final do ano passado. Vale muito a pena conferir abaixo.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/01/2011 - 16:25

10 filmes para não perder em 2011

Compartilhe: Twitter

Ano novo é o momento de fazer as resolução para o futuro. No meu caso, isso inclui dar uma olhada nas estréias do ano no site do Filme B para fazer uma lista do que não dá para perder. Em 2011, meu top 10 dos filmes que já têm data de lançamento no Brasil é o seguinte:

1. “Além da Vida” (7 de janeiro) – Depois de “Chico Xavier” e “Nosso Lar” em 2010, não parece uma má idéia começar 2011 com um filme sobrenatural dirigido por alguém que sabe filmar: Clint Eastwood.

2. “Bravura Indômita” (21 de janeiro) – Mesmo quem não ama os irmãos Coen, como é o meu caso, reconhece que o remake de um faroeste clássico dirigido pela dupla merece atenção.

3. “Um Lugar Qualquer” (28 de janeiro) – Um filme qualquer de Sofia Coppola vai ser sempre um dos destaques do ano. Afinal, ela é interessante mesmo quando erra (“Maria Antonieta”) e brilhante quando acerta (“Encontros e Desencontros”).

4. “Cópia Fiel” (15 de abril) – Esse eu já vi na Mostra de São Paulo. Mas é filme para rever: o iraniano Abbas Kiarostami estreando com o pé direito em uma produção francesa, com talvez o melhor desempenho da carreira de Juliette Binoche.

5. “Se Beber Não Case 2” (27 de maio) – O primeiro foi uma das melhores surpresas dos últimos tempos. Se o segundo mantiver o pique, é garantia de boa comédia neste ano.

6. “Gainsbourg – Vida Heróica” (24 de junho) – O motivo para estar nesta lista é antes musical do que cinematográfico. Trata-se da cinebiografia de um dos meus ídolos: o compositor francês Serge Gainsbourg.

7. “A Árvore da Vida” (1 de julho) – Com um gênio bissexto como Terrence Malick, você nunca sabe quando e se virá um próximo filme. Então o negócio é correr para o cinema sempre que você ouve falar na sua assinatura.

8. “Midnight in Paris” (7 de outubro) – Ok, o último Woody Allen não foi lá essas coisas. Mas ele sempre tem algumas cartas na manga. Então eu apostaria minhas fichas nessa comédia passada em Paris – que, de quebra, tem Rachel McAdams no elenco.

9. “A Dangerous Method” (4 de novembro) – Se eu tivesse que escolher o filme que me deixa mais curioso neste ano, seria esse aqui: David Cronenberg analisando a relação entre Freud e Jung. Viggo Mortensen faz o papel do primeiro.

10. “As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne” (11 de novembro) – Mesmo sem ser fã incondicional do diretor Steven Spielberg ou mesmo do personagem de quadrinhos criado por Hergé, a junção de um e outro torna o filme quase obrigatório.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo