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23/03/2011 - 12:27

Talento de Liz Taylor foi maior que sua fama

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Casamentos, separações, escândalos, alcoolismo, problemas de peso, paixão por diamantes, operações delicadas, obras filantrópicas. E, como se não bastasse, Michael Jackson.

É uma pena que a biografia de Elizabeth Taylor tenha sido tão atribulada e que – na hora de sua morte aos 79 anos – seus obituários sejam obrigados a dedicar tanto espaço com sua vida pessoal. Porque ela foi, por cerca de 15 anos, a encarnação mais concreta de um conceito abstrato: a estrela de cinema.

Alguém com uma beleza quase sobre-humana (pele muito branca, cabelos muito negros, olhos azuis violeta) que sabia atuar, que escolhia bem os filmes e que arrastava multidões aos cinemas com seu carisma.

Em seus anos de ouro, Liz Taylor enfileirou uma série de grandes atuações ainda hoje impressionante: ““Assim Caminha a Humanidade” (1956), “Gata em Teto de Zinco Quente” (1959), “De Repente, no Último Verão” (1960), “Disque Butterfield 8” e “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” (1966), entre outros.

E não eram papéis fáceis, ancorados apenas na beleza da atriz. Havia, entre eles, uma mulher rechaçada sexualmente pelo marido, outra que enlouquece ao ver sua paixão platônica ser literalmente canibalizada, uma call girl com um trauma de infância que pula de um caso para outro e assim por diante.

O sujeito ia ver Elizabeth Taylor e acabava trombando com um daqueles dramas psicológicos densos de Tennesse Williams ou Edward Albee. Como estrela de cinema, ela também cumpriu sua função social: ajudou a popularizar esses e outros grandes autores.

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61 comentários para “Talento de Liz Taylor foi maior que sua fama”

  1. silas disse:

    Se temos certeza? Sim, ela é de outro tempo, outro mundo.
    Não podia mais pertencer um tempo em que se vive endeusando BBBs e pseudo artistas de terceira linha.
    Apaga-se a última grande estrela e ficamos nós, na escuridão da ignorância, a duvidar de seu talento e seu carisma. Quão pobres que somos.

Os comentários do texto estão encerrados.

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