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01/04/2011 - 22:18

“Black Power Mixtape” revela importância do arquivo

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“The Black Power Mixtape”, que abriu ontem o É Tudo Verdade em São Paulo, ilustra perfeitamente as vantagens de contar com um bom acervo de imagens para um documentário histórico. A base do filme é um precioso arquivo filmado em 16mm pela televisão sueca nos anos 60 e 70 sobre o movimento negro dos Estados Unidos. No material, há entrevistas e registros espetaculares de alguns dos mais importantes ativistas da época, como Martin Luther King, Stokely Carmichael, Angela Davis, Bobby Seale e outros. Além de resgatar, restaurar e editar esse acervo colhido por diversos repórteres, o diretor Goran Hugo Olsson decidiu entrevistar figuras-chave do movimento negro americano ainda em atividade, como a própria Angela Davis, Harry Belafonte, Erykah Badu e John Forte.

As novas entrevistas, que aparecem apenas em áudio, ajudam a jogar luz sobre o passado. Mas a verdade é que “The Black Power Mixtape” se sustentaria apenas com a força de ser arquivo, que permite entender as muitas nuances do ativismo negro nas décadas de 60 e 70, da pregação da não-violência de King até a postura mais aguerrida dos Panteras Negras. O acervo funciona, ao mesmo tempo, como uma pequena história do movimento negro americano e como um espelho da fascinação que ele exerceu sobre a Europa branca. A atitude dos repórteres suecos para com seus entrevistados é de ingenuidade, deslumbramento e de adesão – um tipo de relação que o jornalismo abortou com o tempo. Nesse aspecto também “The Black Power Mixtape” se revela um documento fundamental sobre o passado.

“The Black Power Mix Tape”
Centro Cutural Banco do Brasil, São Paulo, dia 8/4, 15h
Unibanco Arteplex, Rio de Janeiro, dia 2/4 às 19h, e dia 4/4, às 17h

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1 comentário para ““Black Power Mixtape” revela importância do arquivo”

  1. flávia d. disse:

    fui ver hoje! gostei bastante mas achei que faltou mostrar os narradores ao menos no final pois nem todos sabem quem eles são.

Os comentários do texto estão encerrados.

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