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09/05/2011 - 22:29

Lançamentos em 3-D superam os de 2-D

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O dado passou meio despercebido até aqui: neste mês de maio, o número de filmes lançados em 3-D nos Estados Unidos irá superar pela primeira vez na história o número de filmes lançados apenas em 2-D.

A questão é: qual é a verdadeira relevância dessa informação? Ou ainda: estamos diante de um divisor de águas, como nos momentos em que os filmes em cores superaram os em preto-e-branco ou os falados ultrapassaram os mudos? Ou estamos falando de uma moda passageira, um “smell-o-vision” (sistema que lançava odores na sala durante a projeção) metido a besta?

Nos adventos do cinema falado e em cores, depois de um primeiro momento de hesitação, havia a certeza de que técnica havia chegado para ficar. Mas e agora com o 3-D, acontece o mesmo?

Na verdade, esse dado chega num momento de grande questionamento sobre as vantagens do 3-D e seus infindáveis desafios tecnológicos – muito bem explorados nesta matéria da “Wired”.

Com o lançamento de “Avatar” há dois anos, ficou a sensação de que a tecnologia havia dado um salto definitivo, inquestionável.

Mas o que veio depois – incluindo aí “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton, e “O Último Mestre do Ar”, de M. Night Shyamalan, dois cineastas dos quais sempre se espera muito – tinha cara de retrocesso.

A maioria dos filmes ainda tem aquela aparência de livro “pop-up”, com dobraduras que surgem do meio das páginas.

Mas há quem diga – incluindo Michael Bay, de “Transformers”, uma fonte não muito confiável – que o 3-D é, neste exato momento, o Oeste selvagem do cinema, um fronteira aberta com inúmeras possibilidades.

Até agora, se sabe que o 3-D tem sido um bom para a indústria, que conseguiu amenizar o problema da pirataria prometendo uma experiência que só pode ser obtida no cinema. Mais difícil é dizer se tem sido bom também para os espectadores.

Eu confesso que só vi dois filmes até aqui em que o 3-D se justificou plenamente: “Beowulf” e “Avatar”. De resto, eu não pagaria de novo os reais a mais para ver os outros filmes.

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5 comentários para “Lançamentos em 3-D superam os de 2-D”

  1. Gilmar disse:

    Voce vai ao cinema para assistir uma pelicula com qualidade de imagem digital, ai se depara com um óculos incebado, riscado para assistir uns poucos efeitos em 3D. Acredito que estamos ainda nos tempos das cavernas nesta tecnologia, prefiro por enquanto as boas imagens digitais e bons enredos. Temos que evoluir muito para termos 3D de qualidade.

  2. fábio... disse:

    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………Bom,
    ……………………………..nem “avatar ” eu vi.
    …………………………………………………………………………………………………
    ……..Se todos quiserem passar suas produções para 3D
    ……………………….eles vão é,…. QUEIMAR o filme.
    …………………………………………………………………………………………………
    …………Acho que Holywood deveria ter uma “comissão”
    …….para avaliar quem pode ser em 3D e quem não pode.
    …………………………………………………………………………………………………
    …………….O “avatar ” como disse o Ricardo,..tudo bem,
    ……………………………………….mas o resto,
    ………………………………………..volta pro 2D.
    …………………………………………………………………………………………………
    ………..O 3D tem que ser tratado como um ESPETÁCULO
    …………………………………………….a parte
    …………………………..e não como linha de produção.
    …………………………………………………………………………………………………

  3. elio disse:

    Utopia….3D….os vários modelos nem chegam perto do que deveria ser, ainda falta muito tempo, para esse tipo de tecnologia, nem mesmo no Japão, onde poucas transmissões o são feitas para tal tipo de TV.
    Hoje só um imagem embassada e que só com aqueles oculos incomodos deixam ver diminutos efeitos. Quem sabe daqui uns 20 anos…

  4. Alexandre Cesar Pereira Nunes disse:

    Calil .
    Não tive uma boa aceitação a esta tecnologia .
    Fui assistir (The Last Airbender) , fora a dor de cabeça achei muito incomodo aqueles ôculos.
    putz.

  5. Ju Piesco disse:

    Ricardo,

    Acho que o 3D ainda está com um uso bastante embrionário, além de atualmente estar meio limitado aos filmes estilo ação-blockbuster. Com o avanço de outros estilos – como o documentário ou os filmes mais “cabeça” – sobre esse território, creio que surgiram novas formas inusitadas do uso que vão impulsionar a tecnologia. Bom, já tivemos o “Piña” do Wim Wenders, e o “Caverna dos Sonhos” (não tenho certeza se esse é o nome…) do Herzog, para começo, e creio que o Bertolucci já falou que pretende usar o 3D também (!). Quem sabe o que pode vir por aí? Uma pena que essas iniciativas não tenham a mesma distribuição de coisas como “Thor”…

    A propósito, adorei a comparação (genial!) com os livros pop-up. Exatamente a sensação que tenho vendo filmes 3D hoje!

Os comentários do texto estão encerrados.

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