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Arquivo de junho, 2011

29/06/2011 - 12:50

“Carros 2” é o pior filme da Pixar

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Não posso me gabar de ter visto a filmografia completa de muitos cineastas com carreiras longas. Sempre falta um filme aqui, outro acolá. Do Almodóvar, vi tudo. Do Woody Allen, ficaram faltando o “Desconstruindo Harry” e o “Simplesmente Alice”. Do Scorsese, nunca vi o “Kundun”. Em outros casos, as lacunas são bem maiores.

Mas, por uma questão de gosto e também por obrigações profissionais e pessoais (sou pai de duas meninas), eu assisti a todos os 12 longa-metragens da Pixar. Vejo os desenhos da produtora como um projeto autoral coletivo, feito a muitas mãos, mas com traços de estilo em comum. E, nessa linha, dá para afirmar que a Pixar tem uma das obras mais sólidas e mais interessantes do cinema contemporâneo.

Eu nunca havia visto um filme ruim da Pixar. Até “Carros 2”. Provavelmente alguns leitores irão se revoltar com a afirmação, especialmente os pais de garotos. Mas “Carros 2” está muito longe do padrão de qualidade da produtora. Um produto que atravanca a narrativa com o excesso de tramas e personagens – o que nos faz imaginar que o objetivo principal é vender brinquedos, e não fazer um bom filme.

Abaixo, vai meu ranking pessoal dos filmes da Pixar. Qual é o seu?

1) “Toy Story 3”

2) “Toy Story”

3) “Monstros S/A”

4) “Procurando Nemo”

5) “Toy Story 2”

6) “Os Incríveis”

7) “Ratatouille”

8) “Wall-E”

9) “Vida de Inseto”

10) “Up”

11) “Carros”

12) “Carros 2”

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24/06/2011 - 21:41

Columbo de Peter Falk foi o Dr. House dos anos 70

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O detetive Columbo de Peter Falk – o grande ator que morreu nesta sexta-feira, aos 83 anos – foi o dr. House da televisão dos anos 70.

Os universos eram distintos, mas todo o resto os unia. Em primeiro lugar, eram séries apoiadas em dois pilares básicos: a engenhosidade dos roteiros e o carisma dos protagonistas. Seria impossível imaginar “Columbo” sem Falk, assim como “House” sem Hugh Laurie. Os personagens têm o mesmo tipo de humor cínico. E, talvez mais fundamental, eram mestres do pensamento dedutivo, cartesianos clássicos, seja na investigação policial ou médica.

Enfim, minha primeira lembrança de Falk será sempre “Columbo”, porque foi a primeira série de TV que eu realmente acompanhei com afinco, ainda no final da infância (alguns anos atrás, eu revi alguns episódios lançados no Brasil em DVD e vi que eu já era um garoto de bom gosto…). A segunda grande lembrança, aí já com a cinefilia da adolescência, foi a parceria de Falk com John Cassavetes, um dos meus cineastas preferidos. Ele está brilhante em “Uma Mulher Sob Influência” e “Maridos”, atuando ao lado de gênios como Gena Rowlands e Ben Gazzara.

Se tivesse feito apenas “Columbo” e esses dois filmes, estaria de ótimo tamanho. Mas ainda houve pequenos grandes papeis em “Dama por um Dia”, “Asas do Desejo”, “O Jogador” e muitos outros. Triste saber que ele sofria do mal de Alzheimer e havia perdido a memória há alguns anos. Ele teria muito para recordar com orgulho.

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21/06/2011 - 18:56

Expulsa, mas não mata

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A mocinha decidiu mandar uma mensagem de texto com seu celular no meio de um filme, no Alamo Draft House, em Austin (Texas). O pessoal do cinema expulsou a mocinha – é a política da casa. A mocinha deixou uma mensagem irada na secretária eletrônica do cinema. O pessoal do cinema colocou a mensagem no YouTube – e ela virou uma sensacional peça de propaganda contra todas as pessoas que usam o celular no cinema.

Este blog apoia incondicionalmente o pessoal do Alamo Draft House e conclama os cinemas brasileiros a fazer o mesmo. Alguém aí quer se juntar à campanha?

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17/06/2011 - 11:30

Woody Allen e seus imitadores

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Com a estreia de “Meia-Noite em Paris” hoje no Brasil, o velho mistério volta à tona: por que todos protagonistas de filmes de Woody Allen – que não sejam o próprio – precisam imitar Woody Allen?

Já aconteceu com John Cusack (“Tiros na Broadway”), Kenneth Branagh (“Celebridade”), Jason Biggs (“Igual a Tudo na Vida”), Will Ferrell (“Melinda e Melinda”), Rebbeca Hall (“Vicky Cristina Barcelona”) E Larry David (“Tudo Pode Dar Certo”). Agora, em “Meia-Noite em Paris”, é a vez de Owen Wilson.

Será que o cineasta orienta seus atores a repetirem seus tiques e trejeitos? Ou será que os intérpretes já partem do princípio que é isso o que ele deseja? São perguntas que só Allen e os atores podem responder.

Alguns deles já declararam em entrevistas que tiveram liberdade para compor os personagens e que não tentaram imitarar Allen. Não dá para acreditar muito depois de ver o vídeo editado pelo iG com cenas dos filmes citados acima ou este aí abaixo do site FilmDrunk

A Retrospective of Woody Allen Surrogates from FilmDrunkDotCom on Vimeo.

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13/06/2011 - 18:51

Um dia com Hitchcock (e depois outros 39)

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Com a internet, a vida dos cinéfilos ficou muito mais fácil: para ver um filme raro, basta encomendar o DVD em um site qualquer ou baixar o arquivo de uma rede de compartilhamento. Quase todos os que sobreviveram ao tempo já estão lá.

Mas a internet não consegue oferecer a experiência que nos dá uma mostra como a do Hitchcock (que começa nesta quarta-feira em São Paulo): assistir a filmes raros em cópias de 16 mm ou 35 mm, diante de uma tela grande, em comunhão silenciosa com outros admiradores do mesmo cineasta.

São 40 dias de mostra em São Paulo, 54 longas-metragens, 127 episódios de séries para a TV e 3 curtas-metragens. Como não pretendo dar conta da grandeza do evento neste espaço (para tanto, confira a série de matérias especiais aqui do iG), melhor analisar uma “pequena”, mas representativa, amostragem: a programação do primeiro dia.

Começa pelo começo: os curtas mudos “Sempre Conte à Sua Esposa” (1923), que Hitchcock assumiu depois que o responsável foi demitido pelo produtor, e “O Jardim dos Prazeres” (1925), primeira obra que ele assina como diretor.

Depois há a primeira versão de “O Homem que Sabia Demais” (1934), um dos pontos altos de sua fase inglesa, e “Um Corpo que Cai” (1958), talvez sua maior obra-prima e um dos grandes momentos da história do cinema.

Por fim, os primeiros episódios de “Alfred Hitchcock Presents”, a série de TV em que ele funcionava como mestre-de-cerimônias (e muitas vezes como diretor) de histórias de suspense.

Em um dia, estão contemplados vários momentos fundamentais da obra do cineasta. E pensar que este é apenas o primeiro degrau da escalada. Depois, vêm outros 39.

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08/06/2011 - 19:27

Cinema brasileiro tá dando mais que chuchu na cerca

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Nesta sexta-feira, estreiam nada menos cinco filmes brasileiros em São Paulo: “Qualquer gato vira-lata”, “Chantal Akerman, de Cá”, “Família Braz – Dois Tempos”, “Belair” e “O Gringo” (este, sobre Petkovic, em co-produção com a Sérvia). Na sexta-feira que vem, estão previstas outros cinco. Hoje, há outros 11 filmes nacionais em cartaz na cidade. Não é impossível que seja um recorde histórico (a prova é uma tarefa para o FilmeB, site de referência sobre o mercado de cinema no Brasil).

Boa notícia? Sim, claro, com alguns senões, sempre eles. A maioria desses filmes entra em circuito reduzido, com poucas chances de sobreviver muito tempo nas salas, competindo por espaço com outros filmes brasileiros de perfil parecido (quase todas as estreias são de documentários de pequena produção). E, se todos foram somados, não dá o número de salas de um “X-Men: Primeira Classe”.

Mas há também elementos muito positivos nessa enxurrada, além da questão numérica. Para mim, o principal é o seguinte: alguns filmes deveras interessantes que estrearam agora não teriam quase nenhuma chance de chegar ao circuito comercial até um par de meses atrás. Filmes como “Estrada para Ythaca”, “Chantal Akerman” ou “Belair”. Essa boa novidade se deve à atuação de pequenas distribuidoras voltadas para filmes menores, como Vitrine e Pipa.

Esses filmes mereciam circuito maior, público mais numeroso e mais tempo do que provavelmente permanecerão em cartaz. Mas, para obras que antes ficavam restritas ao circuito de festivais, uma chance de carreira comercial é melhor que nenhuma; ter 100 espectadores é melhor que não ter nenhum. Enfim, há muito o que fazer, mas é um começo.

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06/06/2011 - 22:20

O Clipe Mais Bonito do Mundo

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Em janeiro passado, a revista americana “Newsweek” colocou Grand Rapids, Michigan, em uma lista de cidades “moribundas” – ou seja, em evidente declínio social e econômico. Os moradores não gostaram nem um pouco. Convocados pelo diretor Rob Bliss, 5 mil deles decidiram participar de um monumental videoclipe dublando a música “American Pie”, de Don McLean, gravado em uma única tomada, sem cortes. Participaram, entre outros, o prefeito, o reitor da universidade, um time de futebol americano local e muitos anônimos. O resultado caiu no YouTube na semana passada. Roger Ebert, mais famoso crítico americano, o chamou de “o melhor videoclipe da história”. Não sei se é o melhor. Mas é aquele que tem os bastidores mais emocionantes.

E tinha gente que pensava que o clipe de “Oração”, d’A Banda Mais Bonita da Cidade, era inovador.

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