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08/06/2011 - 19:27

Cinema brasileiro tá dando mais que chuchu na cerca

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Nesta sexta-feira, estreiam nada menos cinco filmes brasileiros em São Paulo: “Qualquer gato vira-lata”, “Chantal Akerman, de Cá”, “Família Braz – Dois Tempos”, “Belair” e “O Gringo” (este, sobre Petkovic, em co-produção com a Sérvia). Na sexta-feira que vem, estão previstas outros cinco. Hoje, há outros 11 filmes nacionais em cartaz na cidade. Não é impossível que seja um recorde histórico (a prova é uma tarefa para o FilmeB, site de referência sobre o mercado de cinema no Brasil).

Boa notícia? Sim, claro, com alguns senões, sempre eles. A maioria desses filmes entra em circuito reduzido, com poucas chances de sobreviver muito tempo nas salas, competindo por espaço com outros filmes brasileiros de perfil parecido (quase todas as estreias são de documentários de pequena produção). E, se todos foram somados, não dá o número de salas de um “X-Men: Primeira Classe”.

Mas há também elementos muito positivos nessa enxurrada, além da questão numérica. Para mim, o principal é o seguinte: alguns filmes deveras interessantes que estrearam agora não teriam quase nenhuma chance de chegar ao circuito comercial até um par de meses atrás. Filmes como “Estrada para Ythaca”, “Chantal Akerman” ou “Belair”. Essa boa novidade se deve à atuação de pequenas distribuidoras voltadas para filmes menores, como Vitrine e Pipa.

Esses filmes mereciam circuito maior, público mais numeroso e mais tempo do que provavelmente permanecerão em cartaz. Mas, para obras que antes ficavam restritas ao circuito de festivais, uma chance de carreira comercial é melhor que nenhuma; ter 100 espectadores é melhor que não ter nenhum. Enfim, há muito o que fazer, mas é um começo.

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16 comentários para “Cinema brasileiro tá dando mais que chuchu na cerca”

  1. Denis Fonseca disse:

    Ricardo, continuamos pecando pela falta de divulgação e marketing. A questão é: Como fazer o grande público se sentir atraído a sair de sua casa e ir assistir um filme “não-blockbuster”?
    A exibição destas produções ainda se restrigem ao público “diferenciado” das salas de cinema de arte.
    Povão que é povão mesmo, nem fica sabendo. E o pior? São eles que pagam pelas produções via impostos.
    Enquanto não houver uma reformulação na forma de distribuir, divulgar e exibir, poucos poderam apreciar nossa própria 7a arte.

  2. Itamar disse:

    Realmente a muito por fazer, mas acredito que precisamos dar o pontapé inicial, quantas vezes for necessário. Parabéns Ricardo pela matéria, seria interessante que o tema cinema nacional fosse abordado cada vez mais, não só por você, mas por todos os críticos e colunistas, afinal, vale o dito, falem bem ou mal, mas falem de mim!
    Itamar

  3. Roberto Fonseca disse:

    Essa “enxurrada” de filmes brasileiros dá para nós ficarmos de “pé atrás”, pois o sistema politico não ajudou, não ajuda e nem ajudará a nossa indústria cinematográfica que continua “pale” diante das indústrias cinematográficas dos paises do Primeiro Mundo, principalmente dos Estados Unidos da América do Norte. Assim sendo, seria melhor que continuassemos nas novelinhas que não cansam de apresentar as caras de atores já bastante esmaecidos pelo tempo.
    Concorda ou não?
    Roberto Fonseca

    • Sula disse:

      Aê, Roberto Fonbseca. Por que que o sistema político TEM que ajudar a indústria cinematográfica? Passou da hora dessa indústria parar de pedir a bênção, dinheiro e permissão de políticos que só estão interessados em manter seus salários exorbitantes. Se a indústria cinematográfica americana vivesse pedindo subsídio aos políticos, jamais teriam independência para filmar “Todos os homens do presidente”. Aê, vamos parar com essa subservência, parece filho estudante pedindo dinheiro para o papai e licença para cair na balada. Vamos adultecer?

  4. De fato 100 expectadores é melhor do que nenhum e sim, é verdade que o cinema brasileiro tem pouquíssimo espaço em seu próprio país. Está em poucas salas,elas são pequenas e os filmes ficam em cartaz por pouquíssimo tempo. Isto é muito ruim e tem que mudar. Você pode fazer bastante coisa neste espaço. Pode começar não qualificando de enxurrada (sinônimo de desgraça no Brasil) esta situação nova, incomum e rara de existir. Lançamentos de filmes brasileiros simultaneamente. Também pode demonstrar um pouco de otimismo e deixar de se preocupar com senões. Se o fato é positivo não existe motivo para procurar o oposto, o outro lado da moeda, a contradição para terminar o texto de forma negativa. Diz sobre brasileiros disputando entre si. E a “enxurrada ” de filmes americanos que ocupam nossas salas ?Eles são donos delas. Isto não é relevante ?Você citou vários filmes. Por que você não se propõe a assisti-los e comentá-los depois ? Assim você incentivaria o cinema nacional e de quebra garantiria mais audiência para seus textos. Preparado para trabalhar ?

  5. lú castro disse:

    Ricardo, com raras excessões são verdadeiramente filmes de verdade, tenho a impressão que são novelas da Rede Globo apenas com um capítulo,…veja bem; estória sem conteúdo, com artistas globais, pior os mesmos de sempre…. , não dá né, estão querendo enganar quem???,quem gosta de cinema e filmes de verdade, não perde tempo com estas estorinhas muito ruins.

  6. Sula disse:

    Tenho visto excelentes filmes brasileiros, com produção cuidadosa e bom ritmo (Lisbela e o Prisioneiro, O auto da compadecida, Carandiru, Cidade de Deus, Tropa de Elite I e II, Nosso lar, Meu nome não é Jhonny, Bossa Nova, Se eu fosse você I e II, o Cheiro do ralo…). No entanto, tenho que convir que há uma insistência em se filmar as mazelas brasileiras (pobreza e marginalidade). É difícil ver filmes com belas paisagens (Copacabana, Nosso Lar) ou retratanto a classe média, que é o grosso da populção que mantém esse nosso país (Se eu fosse você I e II). Há uma cobrança intelectual para se filmar o miserê (favela, principalmente) e a fase (mal resolvida, diga-se de passagem) da ditadura. Gostaria de ver romances e aventuras nos filmes brasileiros ( o que não falta é lugar e cenário para isso, porém se não é miséria, descamba-se para a pornografia gratuita (Bellini contra o demônio) e desnecessária. Uma lástima.

  7. Sula disse:

    Tenho visto excelentes filmes brasileiros, com produção cuidadosa e bom ritmo (Lisbela e o Prisioneiro, O auto da compadecida, Carandiru, Cidade de Deus, Tropa de Elite I e II, Nosso lar, Meu nome não é Jhonny, Bossa Nova, Se eu fosse você I e II, o Cheiro do ralo…). No entanto, tenho que convir que há uma insistência em se filmar as mazelas brasileiras (pobreza e marginalidade). É difícil ver filmes com belas paisagens (Copacabana, Nosso Lar) ou retratanto a classe média, que é o grosso da populção que mantém esse nosso país (Se eu fosse você I e II). Há uma cobrança intelectual para se filmar o miserê (favela, principalmente) e a fase (mal resolvida, diga-se de passagem) da ditadura. Gostaria de ver romances e aventuras nos filmes brasileiros ( o que não falta é lugar e cenário para isso), porém se não é miséria, descamba-se para a pornografia gratuita (Bellini contra o demônio) e desnecessária. Uma lástima.

  8. fábio... disse:

    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………….Ao,
    ………………………………… “Roberto” e “Lu”.?
    …………………………………………………………………………………………………
    ………..Vocês assitiram algum desses filmes que o Calil
    ……………………………….colocou aí em cima..?
    …………………………………………………………………………………………………

    • Lú Castro disse:

      Fábio ainda não, mas me refiro aos filminhos de gosto duvidoso com “artistas” globais, . quanto aos acima pretendo ver alguns. abraçosnet.

    • fábio... disse:

      …………………………………………………………………………………………………
      …………………………………………..Sim,
      ……………………………………………Lu,
      ………………mas tem uma “safra” de bons diretores
      ………………………..que “mesclam” atores,…né.
      …………………………………………………………………………………………………
      …………………Aqui acho que o Calil dá preferência
      ………………..ao que aparece de melhor qualidade
      ……………………………………..no Brasil.
      …………………………………………………………………………………………………
      ………………………Filma “B” ele deixa prá lá,…né..?
      …………………………………………………………………………………………………

  9. Sula disse:

    O livro de Ken Follet, os Pilares da Terra, foi transformado em quadriologia (excelente). Gostaria que fizessem o mesmo com o livro do Érico Veríssimo, O tempo e o vento. Os contos de Machado de Assis, dariam excelentes filmes de um Rio de Janeiro imperial e chique. Poderiam roteirizar os livros de Monteiro Lobato (toooodos), o público infanto-juvenil agradeceria, pois nem só de Harry Potter deve viver nossa moçada brasileira. Hoje há recursos para filmes que antes seriam impossíveis. O problema é que, não sei o que acontece com nossos filmes, a grande maioria da fotografia é escura (ou tente ao verde) e o som É PÉSSIMO!!!! Me acuda! Façam filmes pra gente enxergar e ouvir, pelamordedeus!!!!

  10. Ricardo Kalil disse:

    Primo, sai dessa ! se filme brasileiro fosse bom estariamos em altos graus holywoodianos.

  11. Aaron disse:

    Talvez num remoto dia, valha a pena ir ao cinema ver essas produções.

  12. Aaron disse:

    Até para adaptar um romance brasileiro consagrado para o cinema, eles são incompetentes!

  13. Michel disse:

    Acho que estamos crescendo em relação ao número de produções, o desafio agora é acertar na distribuição e nas estratégias de divulgação.

    Por acaso, você assistiu Inversão???? Thriller policial, gênero bem raro no cinema brasileiro

    Não é uma obra-prima mas não decepciona. Confira o que escrevi:
    http://midiacidada.blogspot.com/2011/06/inversao-um-thriller-policial.html

Os comentários do texto estão encerrados.

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