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25/08/2011 - 16:27

Há vida inteligente em Hollywood

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Todo mundo só fala de “A Árvore da Vida” e “Melancolia”, o novo Fla-Flu da sétima arte. Mas as grandes surpresas do cinema na temporada vieram não de Cannes, mas de uma origem insuspeita: Hollywood. No intervalo de duas semanas, eu vi pelo menos três belos blockbusters americanos: “Planeta dos Macacos: A Origem”, “Super 8” e “Capitão América”.

Os desafios dos três não eram pequenos. “Planeto dos Macacos”, que estreia nesta sexta-feira, tenta fazer o que nem Tim Burton conseguiu: ressuscitar uma franquia de sete filmes que só teve um realmente relevante, o original de 1968. “Super 8” quer homenagear nostálgicos blockbusters – de “ET” a “Goonies” -, mas também encontrar um olhar próprio sobre a paixão pelo cinema e os ritos de passagem da adolescência. E “Capitão América”, por sua vez, tenta achar um papel no cinema de hoje para um herói ultrapassado, criado na Segunda Guerra para combater Hitler. Todos os três vencem esses desafios com folga.

Sem provocação, eu diria que encontrei mais profundidade nesses três blockbusters aparentemente despretensiosos do que em “Árvore da Vida” ou “Melancolia” – filmes que ostentam a palavra “obra-prima” como uma melancia no pescoço.

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16 comentários para “Há vida inteligente em Hollywood”

  1. Jonas da Silva disse:

    Ricardo, acho q vc forçou no Capitão América, mas valeu pelo comentáio não-convencional. Abs

  2. Pedro Ivo disse:

    De fato, às vezes a melhor tradição de cinema passa pelo cinemão, e não pelos chamados “de arte”.
    Mas a Hollywood de hoje também chega a ser exaustivamente medíocre.
    Mas “Capitão América”, além de ser um filme de ação super sofisticado, é um filme que tem alma (raro, muito raro hoje em dia).
    Assim como ‘Super 8″, que tenta – e até consegue – resgatar um espírito quase lúdico da sétima arte (embora esteja muito longe dos clássicos de Spielberg, mas tudo bem).
    E estou louco pra ver este “Planeta dos Macacos”.

    • Ulisses de Freitas disse:

      Hollywwood não faz mais nada que preste. É tudo de uma previsibilidade irritante. Sim, Planeta dos Macacos consegue manter certa surpresa. Super 8 é de um infantilismo atroz e Capitão América, sinceramente, vocês estão de brincadeira…
      Quanto a Árvore da Vida, não tive coragem de ver, mas amo tudo de Terence Malick, muito embora, pelas discussões, esse novo deva ser “impressionismo para impressionáveis”. Quanto a esse dinamarques, eu passo longe, pois ele é de um marketing pessoal estúpido que nao me convence.

  3. Jan disse:

    Há tempos que eu não me deixo influenciar por criticas, sugestões e prêmios do tipo Oscar. As vezes a obra prima depende de nós para se tornar obra prima de fato.

  4. Bode disse:

    Cara, sério, não acredito que alguém esteja falando bem do Capitão América. É uma bosta, um filme para retardados. Deveria ter censura de idade: PROIBIDO para maiores de 8 anos.
    Sai do cinema escondendo o rosto, com vergonha de ser visto ali, assistindo aquela bosta imensa.
    Francamente, encontrar mais “profundidade” naquilo do que em “A Árvore da Vida” sugere uma mudança no título do post: “Não há vida inteligente comentando cinema aqui” cairia melhor.

  5. jorge disse:

    chega de filmes “cabeça“.!! kubrick again?to fora.!!! obrigado,callil.

  6. gilvas disse:

    penso que o dito cinema de arte tenha se estagnado em uma zona de conforto, protegido por um rótulo pomposo. o filme de lars von trier é uma prova disso: http://gilvas.wordpress.com/2011/08/22/2653/

    no cinemão, a escassez de roteiros razoáveis parece estar levando os estúdios a afrouxarem os controles, permitindo que alguns filmes possam receber a alcunha de “obras”, mesmo que poucas sejam efetivamente ‘primas”.

  7. Marcio disse:

    hj em dia os atores de novela e de Hollywood são fabricados pela midia, e temos que engolir. artrizes e atores meia boca, em filmes recheados de efeitos visuais,o cinema hj é apenas isso! as franquias de hqs na minha opiniao tem surpreendido e tem sido bem retratadas na telona sim, ao contrário de criticos mal amados dizerem que nao. só pra fechar, o cinema nacional compostos sempre de atores da globo nunca chegarão aos pés de Hollywood

  8. Vlademir disse:

    Caro Ricardo, que alívio ao ler sua crítica e perceber, finalmente, que não sou só eu que não gostei nem de A árvore da vida e muito menos de Melancolia. Que filmes chatos, cansativos e sem profundidade nenhuma. Sabe quando vc só fica até o final do filme esperando que vá melhorar, e olha que fui ao cinema predisposto a gostar desses filmes, e cada vez mais vai caindo num marasmo sem fim. Decepcionantes.

  9. abel disse:

    ricardo, admiro vc o único critico a falar bem do cinema chamado de entretenimento ,ninguem fala bem de cinema sem a marca do seu autor , pra muitos criticos elogiar o cinema de”autor” é sempre de praxe,vc gostou dos três filmes que a imensa maioria naõ botou grandes estrelas exceto o super8 que também acho um dos melhores filmes do ano, j.j. abrams é a melhor coisa que apareceu no cinema de entretenimento dos últimos anos, rever star treks, missaõ impossivel 3, cloverfield, até a primeira temporada de lost vale o sacrificio.

  10. Ana disse:

    Acabei de ver O Planeta dos Macacos e fiquei imensamente impactada com o que acontece à tecnologia dos efeitos especiais quando em mãos e/ou a serviço de verdadeiros artistas, como é Andy Serkis. Quero ver se Hollywood vai ter a coragem de indicá-lo para o Oscar de ator. Num mundo justo, ele ganha fácil.

  11. André Veiga disse:

    Como assim ” nem Tim Burton” conseguiu? Esse cara é um rei Merdas, tudo que ele toca vira titica. Mas no geral, concordo em gênero, número, e grau. Mallick e Von Trier são dois pernósticos. Se os blockbusters citados são cinema de entretenimento, Malick e Von Trier são os representantes máximos do cinema de empulhação

  12. JÓ SIQUEIRA disse:

    olá ! é tenho que concordar que que tem filme por aí que só meia dúzia de entendidos da matéria CINEMA e o diretor dos mesmos acham o filme uma ” OBRA PRIMA” e que já estava na hora de realizações mas soltas , filmes ” pé no chão “com o resto da humanidade…

  13. Jose Armando Esper disse:

    alo alo, lebrando que os irmãos Lumiére qdo puseram imagems em movimento numa tela em Paris quem viu saiu correndo
    é uma bela metáfora do cinema
    pensado e realizado como pura diversão barata
    alguns grande realizadores do sec xx tb nunca esconderam a origem do cinema
    os italianos, os suecos sabiam que tudo o q realizavam era diversão
    e era a sério
    agora que se saiba imaginar o cinema uma arte só se for bem pop
    gostosa e descartável

  14. Antonio disse:

    Para esse post sobre os filmes em questão só me resta a única frase decente do medíocre filme Planeta dos Macacos – “Nooooooooo!”.

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