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Arquivo da Categoria Cinema

20/09/2006 - 23:55

Dez musas para o Festival do Rio

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Nunca houve tantos anúncios da morte do cinema quanto em 2006, por causa do avanço da internet e do DVD, entre outras razões. Para rebater essas notícias, nada melhor do que uma boa maratona cinematográfica.

Com mais de 300 filmes de 60 países (para ver a programação completa, confira o site oficial), o Festival do Rio, que começa hoje e vai até o próximo dia 5, oferece dezenas de provas de que o cinema continua vivo, de que a sala escura e a tela grande permanece insubstituíveis.

Há filmes de mestres contemporâneos e de jovens revelações, mostras de antigos clássicos e de curtas gravados em celular, obras de países longínquos e estréias das novas produções nacionais.

Entre os muitos motivos para freqüentar um festival, ver o desfile das atrizes pela tela está longe de ser um argumento desprezível. O cinema continua sendo a principal vitrine do esplendor feminino – e esta é mais uma prova de sua vitalidade. No roteiro a seguir, dez musas do festival de diferentes nacionalidades conduzem o passeio pelos melhores filmes.

Scarlett Johansson

Nada mais apropriado do que abrir o festival e este guia com Scarlett Johansson, o mais deslumbrante talento feminino surgido em Hollywood em muitos anos. A polaca platinada ilumina “Dália negra”, recriação do “noir” por Brian De Palma, que inaugura hoje o evento. A morena Hillary Swank, sua companheira no filme, também não faz feio como femme fatale. Dos Estados Unidos, outros destaques são Kirsten Dunst no papel da rainha francesa “Marie Antoinette”, de Sophia Coppola, e a turma de peso (Meryl Streep, Lily Tomlin, Lindsay Lohan e Virgina Madsen) reunida por Robert Altman em “A última noite”.

Penélope Cruz

Certas mulheres precisam do homem certo para mostrar seu valor. É o caso de Penelope Cruz com Pedro Almodóvar. Ela nunca foi tão boa (e tão boa atriz) quanto em “Volver”, em que conta com a excelente companhia de Carmen Maura, a antiga musa do cineasta). Sua principal concorrente espanhola no festival é Ariadna Gil, que está em “El labirinto del fauno”, de Guillermo Del Toro, e “Bem-vindo a casa”, de David Trueba.

Negra Li

O elenco de jovens beldades brasileiras no Festival do Rio poderia formar um time de futebol: Negra Li (“Antônia”), Camila Pitanga (“Noel, poeta da vila”), Hermilla Guedes (“O céu de Suely”), Alice Braga (“O cheiro do ralo”), Luana Carvalho (“O passageiro – Segredos de adulto”), Maria Flor (“Proibido proibir”), Vanessa Giácomo (“Os 12 trabalhos”), Mel Lisboa (“Sonhos e desejos”), Dandara Guerra (“1972”), Simone Spoladore (“O ano em que meus pais saíram de férias”) e Mariana Ximenes (“Muito gelo e dois dedos d’água”). A fase do cinema brasileiro já pode ter sido melhor. Mas ninguém poderá reclamar do elenco feminino.

Valéria Bruni-Tedeschi

Na nova geração de estrelas francesas, pode haver atrizes mais ostensivamente bonitas que Valéria Bruni-Tedeschi (que comparece ao festival com “Um casal perfeito”). É o caso, por exemplo, de Cécile De France (que está em “Um lugar na platéia” e “Quando eu era cantor”). Mas, para achar uma atriz tão talentosa, é preciso ir uma geração adiante e chegar ao nome de Isabelle Huppert (que também aparece em dose dupla, com “Gabrielle”, de Patrice Chereau, e a deliciosa “A comédia do poder”, de Claude Chabrol).

Claudia Cardinale

Há no festival uma mostra dedicada à obra do grande Luchino Visconti. Suas musas mediterrâneas também merecem destaque à parte, porque o italiano foi um dos cineastas que melhor retrataram a beleza feminina. Claudia Cardinale (“O leopardo”, “Vagas estrelas da Ursa”), Anna Magnani (“Belíssima”), Laura Antonelli (“O inocente”), entre outras, estão aí para provar. A Itália continua produzindo deusas como Monica Belluci, mas faltam cineastas como Visconti para revelar algo além de suas formas generosas.

Zhang Ziyi

Presente ao festival com “Inimigos do império”, a chinesa Zhang Ziyi (“O clã das adagas voadoras”) tornou-se a garota do pôster da explosão do cinema asiático. Mas o evento traz outras musas orientais com menos fama, mas de beleza equiparável, como a coreana Sung Hyun-ah (“Time”, de Kim Ki-duk) e a chinesa Hao Lei (“Palácio de verão”, de Lou Ye).

Catalina Sandino Moreno

Revelada em “Maria Cheia de Graça”, a colombiana Catalina Sandino Moreno entra na lista como representante da mulher latino-americana. Ela está em dois filmes selecionados para o festival: o filme internacional de episódios “Paris je t’aime”, no segmento dirigido pelos brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas, e “Fast food nation”, do americano Richard Linklater.

Dorotheea Petre

Os olhos dos cinéfilos de todo o mundo estão hoje voltados para a Romênia, país do Leste Europeu que tem sido o celeiro de talentos da direção e que já tem uma jovem musa. A morena Dorotheea Petre aporta no Brasil com o drama “Como festejei o fim do mundo”, de Catalin Mitulescu, pelo qual ela ganhou o prêmio de melhor atriz na mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes deste ano.

Carrie Anne-Moss

O país homenageado pelo Festival do Rio neste ano é o Canadá. Com 15 filmes selecionados para uma mostra paralela, o país não poderia deixar de ter sua miss no evento. Em homenagem aos nerds brasileiros, a faixa vai para Carrie Anne-Moss, mais conhecida como a namorada de Neo na série “Matrix”. Ela participa do festival com “Um certo olhar”, de Marc Evans.

Björk

A cantora não foi escolhida para representar seu país, visto que a pequena Islândia tem uma boa tradição musical, mas não é famosa por seus filmes. Björk está aqui como representante do lado alternativo do festival, em particular da mostra “Midnight Movies”, da qual ela participa no documentário “Mattew Barney: Sem restrições”, sobre o trabalho de seu marido artista plático.

O festival e esta lista terminam com um grande filme sem papéis femininos relevantes: “Os infiltrados”, de Martin Scorsese, com Jack Nicholson, Leonardo DiCaprio, Matt Damon. É preciso de um cineasta e um elenco desse peso para que um filme sem musas tenha algum interesse.

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