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Arquivo da Categoria Posts

07/07/2007 - 13:22

Do que as mulheres gostam

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Por falar em listas dos 100 melhores filmes (e prometo não voltar ao assunto em algum tempo), a Alliance of Women Film Journalists (Aliança das Jornalistas de Cinema) acaba de divulgar a sua. A relação pode funcionar como um bom indicativo das diferenças de gostos cinematográficos entre homens e mulheres. A lista da Aliança está cheia de filmes com temática feminina (apesar de não ter havido qualquer restrição para as escolhas).

Existem bons achados na relação, alguns filmes que dificilmente seriam votados por homens: “Encontros e desencontros”, “Tudo sobre minha mãe” e “As patricinhas de Beverly Hills” (não é um dos 100 melhores da história, mas, sim, eu o considero um bom filme; podem sacanear à vontade). E “A marca da maldade” está lá – ponto considerável a favor das mulheres.

Por outro lado, há várias escolhas no mínimo questionáveis: “Como água para chocolate”, “Tomates verdes fritos”, “O fabuloso destino de Amelie Poulain”, “Driblando o destino” e “Encantadora de baleias”, entre outros “filmes de mulherzinha”, com o perdão da expressão machista. Depois dessa lista, sobrou só uma certeza: eu definitivamente não entendo nada de mulheres.

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05/07/2007 - 10:41

Por que “Cidadão Kane” de novo?

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A lista dos 100 melhores filmes norte-americanos da história segundo o AFI (American Film Institute) é assunto velho. Em dois sentidos: foi divulgada na semana passada, traz poucas mudanças em relação à lista de dez anos atrás e quase todas as escolhas são óbvias. “Cidadão Kane” levou mais uma vez o primeiro lugar, seguido de “O poderoso chefão”,  Casablanca”, “Touro indomável”, “Cantando na Chuva” e os suspeitos de sempre (para a lista completa, clique aqui).

A boa nova, no caso, é que a lista gerou uma série de contestações muito interessantes. Sem dúvida, a melhor delas vem de Filipe Furtado, crítico da Contracampo e da “Paisá”, em seu blog Anotações de um Cinéfilo. Furtado faz sua relação particular dos cem melhores filmes americanos da história, (deixando de lado as escolhas do AFI), com comentários sempre certeiros. Impressionante – e talvez até um pouco humilhante para críticos sem a mesma formação, como este aqui. Leitura obrigatória.

O blog americano The 400 obscure passions of the 8 1/2 personas (que deveria concorrer ao prêmio de pior nome de um site) traz uma lista menos extensiva e menos rica de filmes esquecidos pela AFI. Mas a relação tem o mérito de começar por “A marca da maldade”, de Orson Welles – que considero um filme superior a “Cidadão Kane”. Se este não é nem o melhor filme do cineasta, como pode ser considerado unanimemente o melhor da história?

Por fim, a crítica inglesa Rebecca Davis, no blog do “Daily Telegraph”, ataca o medo de errar dos membros do AFI. “Não dá para negar que os filmes escolhidos são grandiosos, mas seria muito mais interessante que alguém dissesse que ‘Caché’, de Michael Haneke, é muito superior a ‘Um Corpo que Cai’, de Hitchcock’. Mas as pessoas são medrosas demais para questionar a autoridade desses filmes.” Dos títulos recentes, ela cita três que deveriam ter sido lembrados: “Kill Bill”, “Amnésia” e “Cidade de Deus”.

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04/07/2007 - 12:02

Uma lágrima tardia

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No meio da confusão da mudança de blog, deixei de registrar aqui a morte do cineasta taiwanês Edward Yang, aos 59 anos, de câncer no cólon. Dele, vi  apenas “As coisas simples da vida” (2000), drama intimista que lhe deu o prêmio de melhor diretor em Cannes. Para mim, um dos filmes mais comoventes da última década – que me faz supor que ele está no mesmo patamar dos grandes do cinema de Taiwan (do qual ele foi um pioneiros): Hou Hsiao-hsien e Tsai Ming-liang (este nascido na Malásia). Yang preparava uma animação a ser produzida por Jackie Chan, mas o câncer não lhe permitiu concluir o projeto. Enorme perda para o cinema.
 

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03/07/2007 - 11:28

Crítica às escuras

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Dos sites sobre cinema que conheci recentemente, aquele com o conceito mais original é, sem dúvida, o americano DidntSeeIt, que reúne críticas a filmes que os críticos não viram. Veja, por exemplo, um trecho do texto sobre “Sicko”, o novo documentário de Michael Moore:

“Moore decidiu fazer um filme para mostrar que o sistema de saúde nos Estados Unidos não é grande coisa e que o do Canadá é totalmente perfeito. Ele teve sorte de descobrir que tudo era exatamente como ele imaginou, porque ele faz documentários, que são verdadeiros.”

Ingênuo, mas no ponto. Embora o resultado seja menos interessante que a idéia (os textos, provavelmente escritos por nerds, são bastantes juvenis na média), o site serve para revelar o que há de clichê, de fórmula e de repetição no trabalho de certos cineastas – e também no dos críticos. 

Muitas vezes vamos ao cinema com idéias tão preconcebidas sobre um diretor, um gênero ou uma cinematografia que a crítica sairia mais ou menos igual se não tivéssemos visto o filme. Em alguns casos, os preconceitos podem até se revelar acertados, porque os cineastas tendem a repetir certos defeitos e virtudes. Mas, em geral, isso impede que nos surpreendamos com algum diretor. 

De cara, lembro do exemplo do David Fincher. Se “Seven” servisse de base para fazer uma crítica às escuras de “Zodíaco” (mesmo diretor, mesmo tema), o texto seria totalmente equivocado. Porque o novo filme não é apenas dez vezes melhor do que o anterior, como quase o seu oposto na anti-espetacularização da figura do serial killer.

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02/07/2007 - 22:28

Testando… 1, 2, 3

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Em primeiro lugar, muito obrigado pelos comentários dos que lamentaram o final do NoMínimo e dos que celebraram a continuação do Olha só como um blog quase independente. Escrevo “quase” porque me considero parte de uma espécie de cooperativa de “ex-mínimos”: Carla Rodrigues, José Paulo Kupfer, Luiz Antônio Ryff, Pedro Doria e Sérgio Rodrigues – companheiros cujos blogs vocês podem acessar a partir dos links recomendados no canto aqui à direita.

Depois, peço desculpas por me ausentar um par de dias – tempo necessário para tomar fôlego para novas empreitadas. Também me desculpo por colocar no ar um blog ainda incompleto, sem os ajustes definitivos no visual e no conteúdo. Mas vou ajeitar a casa nova com o tempo. O importante, agora, é não nos perdermos. A partir de amanhã, as notas voltam a aparecer regularmente. Até lá.

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28/06/2007 - 18:42

Olha só o endereço novo

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Como outros colegas aqui do NoMínimo, manterei o Olha só em funcionamento, mas com novo endereço. A partir de amanhã, o blog passará a ser atualizado, sempre que possível diariamente, no www.ricardocalil.com.br. Foi um prazer conhecê-los aqui. Ficarei feliz de reencontrá-los lá. Obrigado pela leitura e pelos comentários. Um abraço do Ricardo.

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28/06/2007 - 00:01

Eu, Serginho Chulapa

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Quando me convidei para escrever os primeiros textos sobre cinema para o NoMínimo nos idos de 2002 (sim, este é um texto confessional e laudatório; pode parar por aqui se o seu estômago ficou embrulhado), eu nunca tinha visto, ao vivo pelo menos, a cara de nenhuma das pessoas do site. Não tinha participado da experiência seminal do No. na época da bolha. Não havia freqüentado a histórica redação do “JB” dos 80. Nem do Rio, caramba, eu era, embora estivesse morando na cidade havia alguns meses. E, mesmo assim, fui chamado para me tornar colunista fixo, em um par de semanas. Até hoje, essa ainda é a maior prova, para mim, do espírito inclusivo, democrático, anti-panela e não-aristocrático do NoMínimo.

O convite fez bem a um ego combalido e deu prumo a uma carreira desnorteada. Eu decidi me reinventar como crítico de cinema – algo que já tinha experimentado em outras publicações, mas de forma pouco sistemática, quase diletante. Muita gente boa caiu no truque, dos editores aos leitores (nem todos: o Fabio Negro sempre soube que eu era um impostor; vocês deveriam ter dado mais atenção a ele, agora talvez seja tarde).

Sob o risco de ser acusado de falsa modéstia pelos desinformados, sempre tive plena consciência de qual foi meu grande trunfo no NoMínimo: a companhia dos outros colunistas me fez parecer melhor do que eu era. Se considerarmos apenas os Ricardos do site, fui o medalha de bronze – com o alto do pódio dividido pelo Kotscho e o Setti. Para uma metáfora esportiva mais precisa, diria que me senti como o Serginho Chulapa na seleção de 1982. Peladeiro deslocado em meio aos craques. Um jogador que fazia gols de canela, distribuía carrinhos e brigava com o juiz, na afobada tentativa de justificar sua presença em campo. Nem por isso fui recriminado pelos técnicos, jamais.

Os editores do NoMínimo trabalham com uma estranha premissa: se confiam no seu taco, eles te remuneram para escrever o que quiser (o que significa que os erros aqui cometidos foram só meus). Isso vai na contramão da média do jornalismo brasileiro atual – que acredita que um salário menor compensa um talento menor, que os profissionais devem seguir o padrão e a ideologia da casa. Aqui, mais de uma vez descobri que havia escrito algo negativo sobre um amigo dos editores. Meses mais tarde. E da boca de alguém de fora do site. Onde mais isso é possível?

Se você viu alguns filmes sobre jornalismo, deve imaginar como é uma redação: uma tensão constante no ar, jornalistas sempre em busca de um furo. A realidade é bem menos interessante: há gente enfadada por todos os lados, reclamando da profissão e da chefia em tempo quase integral. A redação do NoMínimo na ladeira da Glória, que freqüentei por um período curto, era diferente: quase não havia estresse ou tédio. Sou obrigado a confessar que muitas vezes eu me sentia contente de ir ao trabalho – o que é quase um pecado nessa profissão.

A razão era, claro, a turma do site. O NoMínimo era único por não haver ali naquela salinha uma só pessoa que não fosse especial, interessante, inteligente. E não estou falando apenas do “núcleo duro” da edição (Alfredo, Xico, Sérgio, Pedro, Ryff), mas também do grupo que nos dava sossego e estrutura para escrever (Anita, Elisângela, PA, Marcello, Paulinho). Se estes últimos botassem no ar metade das tiradas que soltavam ao longo do dia, o resultado seria tão saboroso quanto qualquer blog ou coluna do site. Além de tudo, todos sempre se mostraram muito compreensivos com minhas esquisitices: paulistano, vegetariano, meio caladão e admirador de filmes obscuros.

Se eu tivesse de destacar uma só pessoa nessa trajetória, mesmo correndo o risco de cometer uma injustiça com um projeto coletivo, teria que ser o Alfredo Ribeiro, o sujeito que me chamou para trabalhar aqui. Figura curiosíssima – ex-hippie de gostos sofisticados, bon vivant workaholic –, ele me ajudou a entender finalmente a hospitalidade do carioca e me fez gostar ainda mais do Rio no tempo que passei lá. Hoje o cara e a cidade se confundem um pouco na minha cabeça. Eu só me permito puxar o saco do patrão assim descaradamente porque ele deixará de sê-lo em alguns dias – e também porque nunca o enxerguei apenas como um chefe.

Por alguns anos, Alfredo e a turma do NoMínimo me permitiram fazer algo cada vez mais raro: ser feliz na profissão e pagar as contas – ao mesmo tempo! E o pior é que a experiência me deixou mimado, com vontade de prolongar esse luxo para o resto da minha carreira. Se possível, na companhia dos amigos do site. Espero, torço e até tramo para que as pessoas daqui continuem trabalhando juntas. E também para que eu seja novamente convocado, apesar das caneladas. Até o Serginho Chulapa merece uma segunda chance.

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27/06/2007 - 19:18

Dentro da casa do “Big Brother”

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No final da última edição do “Big Brother”, publiquei aqui trechos de um artigo do crítico Eduardo Valente, da revista Cinética, intitulado “Por que eu assisto ao Big Brother Brasil?” A nota sobre o texto, que considero a melhor análise do programa feita na imprensa brasileira, foi um dos posts mais comentados da história do Olha só.

No aniversário de 1 ano da Cinética, Valente publicou um novo texto sobre o programa, agora narrando sua visita aos bastidores da produção – que foi feita a partir de um convite do apresentador Pedro Bial e com o compromisso de cumprir uma espécie de “quarentena” para a publicação. Apesar de temporão, o texto é essencial para quem se interessa pelo programa (caso deste blogueiro), por esclarecer uma série de pontos sobre sua lógica interna, a partir de um ponto de vista privilegiado. Tomo mais uma vez a liberdade de reproduzir um trecho:

Uma coisa que me impressionou no BBB foi justamente a ausência de grandes “reuniões de roteiro”, que eu imaginava acontecerem frequentemente entre os principais “cabeças” do programa: toda a narrativa se articula de maneira muito mais orgânica do que pensada. De fato, a sensação que fica após um dia acompanhando os trabalhos é que no Big Brother Brasil o verdadeiro autor é uma máquina – não no sentido de um frio equipamento sem cérebro, mas sim um coletivo de pessoas que funciona com tal “azeitamento” que parece um grande organismo vivo.

Claro, como no nosso corpo, este organismo tem um cérebro, e nisso não resta dúvida que estamos falando de Boninho. Mas até este fato é significativo, pois, como cérebro, Boninho é profissional de uma linhagem claramente anti-intelectual: aos conceitos, prefere impor os sentidos aguçados da experiência, trabalhando de maneira quase instintiva. Exerce inconfundível liderança dentro da casa (…), mas ao mesmo tempo não parece tanto um mastermind daquele jogo, e sim muito mais um habilíssimo gerente – de pessoal, de conteúdo, de logística.

A íntegra do texto pode ser conferida aqui. Leitura altamente recomendável.

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26/06/2007 - 15:19

Os melhores finais do cinema

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Esta não é uma homenagem ou uma citação ao Todoprosa, o excelente blog do meu colega Sérgio Rodrigues. É um plágio descarado mesmo. “Inspirado” pela relação que ele fez dos grandes finais da literatura, decidi fazer o mesmo com o cinema, já no clima de despedida do NoMínimo.

Como tudo relacionado ao universo dos filmes, existem várias listas das melhores cenas finais do cinema, como a do site Filmcritic.com com 50 títulos. Minha lista será mais modesta, com apenas três filmes, seguindo critérios afetivos, uma constante no Olha só.

Do cinema americano clássico, “Quanto mais quente melhor” (1959), do genial Billy Wilder. Sim, é o famoso do “Ninguém é perfeito” (frase muito apropriada para este blog):

Do cinema americano recente, “Antes do pôr-do-sol” (2004), de Richard Linklater. Mas desconfio que qualquer cena com Julie Delpy fazendo biquinho entraria nas minhas antologias.

Para terminar, “Os incompreendidos” (1959), de François Truffaut, com a fuga do personagem Antoine Doinel. Não é apenas meu final preferido, como também uma das cenas mais homenageadas da história do cinema. No Brasil, ela foi citada em “Abril despedaçado” e “Os 12 trabalhos”.

Antes da despedida, aproveito para dizer que este blog também continuará. Como Sérgio Rodrigues, darei os detalhes em breve. Nesse meio tempo, diga o seu final preferido do cinema.

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25/06/2007 - 09:55

Se não pode vencê-los, compre-os

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A história parece familiar para os usuários de vídeos online: fãs criam um vídeo paródico usando material pirateado de um estúdio e o lançam no YouTube, e os advogados do estúdio rapidamente conseguem tirá-lo do ar por violar a lei dos direitos autorais. Mas, dessa vez, o time de marketing do estúdio volta atrás – e até paga para os fãs republicarem o vídeo.

Assim o “The New York Times” resume a estranha história do clipe de uma música em homenagem a “Duro de matar”. Em agosto do ano passado, o grupo Guyz Nite colocou o vídeo no YouTube, usando trechos dos três filmes da série. Em poucos dias, o departamento jurídico da Fox obrigou o site a removê-lo.

Neste ano, com a proximidade do lançamento de “Duro de matar 4.0”, o estúdio decidiu usar o clipe como parte da campanha promocional do filme. Entrou em contato com a banda, pagou algum dinheiro para colocar o velho vídeo no ar e também para criar uma nova versão, com mais trechos dos filmes e mudanças na letra da música.

O velho vídeo já foi visto 100 mil vezes no YouTube; o novo, 90 mil. A Fox cogita colocar este último como extra do DVD de “Duro de matar 4.0”, ao lado de uma entrevista com os membros da banda. Moral da história: se não pode vencê-los, compre-os.

“Duro de matar 4.0” estréia no Brasil em agosto, com o indefectível Bruce Willis novamente à frente do elenco. Abaixo, o clipe da nova versão da música.

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