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Arquivo da Categoria Uncategorized

17/09/2008 - 22:32

Que imagem do Brasil os filmes de favela passam?

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A propósito da discussão do posto abaixo sobre a escolha de “Última Parada 174” para representar o Brasil no Oscar e sobre qual imagem do país os filmes nacionais têm passado no exterior, vale ler artigo do “The Guardian” publicado nesta semana.  A publicação inglesa pediu para o jornalista David Tryhorn, ex-morador do Brasil, responder a seguinte pergunta: quão realistas são os filmes brasileiros sobre a vida na favela lançados recentemente na Grã-Bretanha? Os casos analisados foram os de “Cidade de Deus”, “Cidade dos Homens”, “Tropa de Elite” e “Linha de Passe”. Leia abaixo alguns dos comentários de Tryhorn:

 

“O tema que une quase todos os filmes de favela é a ausência dos pais. De fato, os homens têm péssima reputação nos quatro filmes. Se eles não estão baleando um bandido de uma gangue rival, eles estão transando com alguém que não é a sua mulher.”

 
*

 

“É como se nenhum filme brasileiro fosse completo sem a necessária cota de bandidos com cara de bebê e sandália havaiana. Esse não é um retrato inteiramente injusto, já que o Brasil ainda detém a quarta maior taxa de assassinatos entre os maiores países do mundo. Mas, se fosse possível acreditar em “Cidade de Deus”, você pensaria que todo mundo nas favelas nasce com uma arma nas mãos.”

 
*

 

“Se você assistir a “Cidade de Deus”, seria perdoado por pensar que a única maneira de ganhar a vida numa favela é pegando uma granada e jogando em qualquer um que não seja da sua gangue. De fato, a vasta maioria dos habitantes de favelas são cidadãos cumpridores da lei com trabalhos regulares.”

 
*

 

“A violência estilizada é talvez um pouco exagerada, mas ao usar uma mistura de atores desconhecidos e locações reais essa nova onda de filmes brasileiros oferece a mais realista visão da vida na favela já feita. Mas, para o melhor e mais realista retrato das favelas, assista à série de TV “Cidade dos Homens”.”

 

*

 
Não quero soar nacionalista, mas a visão de Tryhorn sobre os filmes de favela e seu conhecimento do Brasil me pareceram no geral ainda mais limitados do que a visão dos nossos filmes sobre o país. 

 

Dica da amiga Aline Oshima, direto de Londres

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16/09/2008 - 17:03

“Última Parada 174”, uma opção esperta

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Deu a lógica na escolha do representante brasileiro ao Oscar 2009. “Última Parada 174”, de Bruno Barreto, pode não ser o melhor filme brasileiro lançado no último ano (e aí seria entrar no terreno da subjetividade), mas é uma opção esperta da comissão que o selecionou.

 

Esperta porque “Última Parada 174” recicla o tema da violência urbana ao qual o público mundial se acostumou a identificar o cinema brasileiro nos últimos anos – graças a “Cidade de Deus”, “Tropa de Elite” e, em menor grau, ao documentário “Ônibus 174”.

 

Esperta também porque o filme de Barreto usa nossa miséria social como pano de fundo para um drama familiar hollywoodiano – reforçando ficcionalmente ou criando artificialmente relações do seqüestrador do ônibus com sua mãe adotiva, com uma namorada e com uma espécie de meio-irmão/antagonista.

 

Ou seja, um filme que une novas fórmulas do cinema brasileiro a velhas convenções do americano – com uma competência narrativa que Bruno Barreto não demonstrava há um par de décadas.

 

É importante o fato de a família Barreto ter concorrido ao Oscar de filme estrangeiro antes (com “O Quatrilho”, de Fábio, e “O que é isso, Companheiro”, de Bruno)? Sim. Mas ainda mais importante é o desejo, para não dizer o fetiche ou a obsessão, que os Barreto têm de levantar a estatueta – o que significa iniciar uma batalha que tem muito mais a ver com marketing do que com cinema.

 

Walter Salles disse que não inscreveu “Linha de Passe” porque essa guerra não era a sua prioridade. Uma pena porque seu trabalho com Daniela Thomas é superior como cinema. Mas, claro, seria uma opção menos esperta – no sentido de “Linha de Passe” ser um filme mais delicado e menos impactante, menos adequado a certos estereótipos do Brasil e padrões de Hollywood.

 

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14/09/2008 - 23:42

Clint volta em dose dupla. Outra vez

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Aos 78 anos, ele repetiu a façanha. Clint Eastwood vai lançar dois filmes no mesmo ano – como já havia feito em 2006 com o díptico “Cartas de Iwo Jima” e “A Conquista da Honra”.

“Changeling”, com Angelina Jolie no papel principal, estréia nos EUA em 24 de outubro (e no Brasil em janeiro de 2009). E acaba de ser anunciado que “Gran Torino”, em que Clint interpreta um veterano da guerra da Coréia, entra em cartaz por lá em dezembro (por aqui, ainda não tem data definida).

Mais impressionante que sua produtividade só mesmo o padrão de qualidade que imprimiu em seus últimos filmes. Desde “Sobre Meninos e Lobos” (2003) o sujeito não erra uma. Será que o nível será mantido nos dois novos trabalhos? A julgar pela recepção em Cannes, a resposta é positiva ao menos para “Changeling”. Aliás, o trailer do filme caiu na rede nesta semana. Confira abaixo enquanto a nova temporada Eastwood não começa nos cinemas.

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13/09/2008 - 20:32

Hollywood ataca Sarah Palin

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Todo mundo sabe que Hollywood em peso está com Barack Obama. Mas quase ninguém veio a público para atacar seu adversário John McCain. O mesmo não pode ser dito sobre Sarah Palin, candidata republicana a vice. Sua indicação para o cargo caiu muito mal entre os atores americanos, que não suportam a idéia de serem governados por uma típica “redneck” – militarista, nacionalista e ultracristã.

No site Funnyordie, a atriz Gina Gershon ironizou Palin em um vídeo que termina com ela de biquíni e arma na mão (a candidata já foi miss e é caçadora).

Já Matt Damon disse que a idéia de ter Palin como presidente (no caso de morte, doença, renúncia ou impeachment de McCain) é uma “possibilidade aterradora, como um filme ruim da Disney”. Outros que reclamaram publicamente foram Annette Bening, Roseanne e Whoopi Goldberg., segundo a revista Variety.

Eles têm suas razões. Palin parece representar boa parte do que há de errado com os Estados Unidos. Mas será que os ataques a ela não vão apenas aumentar a desconfiança que os “rednecks” têm em relação a Obama?

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11/09/2008 - 23:05

Vote em Josiah Bartlet

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O especial do Olha Só sobre grandes políticos do cinema e da TV, feita em conjunto com o hotsite Eleições 2008 do IG, está se aproximando do fim, mas só agora vamos falar de um candidato televisivo. Aliás, graças à era de ouro das séries, a TV tem sido bem mais pródiga que o cinema na criação de políticos marcantes nos últimos anos. Um deles é certamente o presidente democrata Josiah Bartlet, interpretado por Martin Sheen em “The West Wing” entre 1999 e 2006 (ele pode ser visto abaixo em um dos grandes momentos da série, no episódio “Duas Catedrais”).

A série foi um marco da TV por uma série de razões: o olhar mais realista e mais humano sobre os homens da política de Washington, o roteiro com frases rápidas e afiadas de Aaron Sorkin, a grande interpretação de Martin Sheen, uma ou outra inovação de linguagem – como as caminhadas com diálogos entre dois personagens pelos corredores da Casa Branca, acompanhados sempre por uma steady cam, que depois se tornariam quase um clichê dos filmes sobre política.

Mas o cerne da série é mesmo o retrato do presidente Bartlet, que se alterna entre idealismo e pragmatismo quase sem perder o equilíbrio, e o reflexo de episódios fundamentais da vida política americana, como a guerra ao terrorismo. Muitos analistas associaram Bartlet com Bill Clinton e viram a série como uma tentativa de fixar o legado do ex-presidente americano e de fazer um contraponto à administração Bush.

Conservadores criticaram o retrato exageradamente otimista das tendências “liberais” (que nos Estados Unidos quer dizer “esquerdistas”) de Bartlet. A verdade é que ele foi melhor presidente que Clinton e, claro, que Bush. Se os EUA elegerem neste ano alguém minimamente parecido com Bartlet (e eu certamente não me refiro a McCain), o país estará em boas mãos.

Longo P.S.: os políticos anteriores da série foram Jefferson Smith de “A Mulher Faz o Homem” (1939), o barbeiro judeu de “O Grande Ditador” (1940), Charles Foster Kane de “Cidadão Kane” (1941), John Iselin de “Sob o Domínio do Mal” (1962), Merkin Muffley de “Dr. Fantástico” (1964), Porfírio Diaz e Felipe Vieira de “Terra em Transe” (1967), Fielding Mellish de “Bananas” (1971) e James Dale de “Marte Ataca!”. A série chega ao fim na próxima semana, com outro presidente televisivo. Ganha um doce quem adivinhar o nome.

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10/09/2008 - 21:27

Perdoa-me por me traíres

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Não é fácil definir “pegada”, na sua acepção mais recente. O “Houaiss” só tem as antigas: “ato ou efeito de pegar”, “marca que o pé deixa no solo ao pisar” e assim por diante. Mas acho que hoje todo mundo entende quando se diz: “O cara tem pegada”. No cinema brasileiro, acho que ninguém tem mais do que o Fernando Meirelles. Às vezes até demais, como em algumas passagens de “Cidade de Deus” que pediam uma mão mais leve.

 

Pois a grande surpresa de “Ensaio sobre a Cegueira”, adaptação do cineasta para a obra-prima de José Saramago, é que o filme não tenha nenhuma pegada. E olha que o livro pede isso: a história de uma epidemmia de cegueira que atinge a todos, com exceção da abnegada personagem de Julianne Moore, e que revela o que há de pior na maioria das vítimas, que logo se vêem envolvidas em roubos, traições, estupros e assassinatos.

 

Mas, por uma série de decisões de Meirelles, quase não se sente a degradação humana presente no livro – e, por isso, tampouco a possibilidade de redenção no final. Tome-se como exemplo a cena do estupro de um grupo de mulheres por outro de homens na área de isolamento onde os cegos são confinados. Ok, não se pode exigir que o cineasta filme cena tão violenta de maneira gráfica (Meirelles inclusive amenizou essa seqüência para o lançamento comercial, depois de algumas más reações em Cannes e exibições privadas). O problema é que ele se sente na obrigação de colocar em seguida uma cena artificialmente poética, em que as mulheres fazem a higiene pessoal de uma morta, num momento em que a poesia é impossível.

 

Talvez uma explicação para as opções do cineasta esteja em uma declaração de Meirelles: ele não queria que “Cegueira” fosse visto como um filme de terror. Ele possivelmente queria dizer que tentou evitar os clichês do gênero. Mas o fato é que “Cegueira” é uma obra com elementos de horror bastante evidentes e que o  gênero também pode comportar perfeitamente a alegoria social e política presente no livro – como George Romero já provou repetidas vezes.

 

Por um excesso de reverência com Saramago, de cuidado para não ferir suscetibilidades alheias, “Cegueira” resulta em um filme asséptico (idéia reforçada pela fotografia leitosa, adequada para a cegueira branca dos personagens, mas que dá ao filme uma cara de consultório médico), em que se troca o impacto das situações por um certo bom-gostismo da direção. A pegada de Meirelles, sua marca, força e limitação, é deixada de lado. À maneira do protagonista da peça de Nelson Rodrigues, ele poderia dizer a seu público a respeito de “Cegueira”: “Perdoa-me por me traíres”.

 

Pra não dizer que não há virtudes no filme (e elas existem pontualmente), Meirelles filma São Paulo bem pra cacete.

 

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09/09/2008 - 12:47

Spielberg plagia Hitchcock?

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Steven Spielberg está sendo processado por plagiar “Janela Indiscreta” (1954), de Alfred Hitchcock, no filme “Paranóia” (2007), que ele produziu. Os dois filmes têm exatamente a mesma trama: um sujeito preso em casa (James Stewart na antiga produção, com a perna quebrada; Shia LaBeouf na nova, em prisão domiciliar) testemunha o que imagina ser um crime cometido por um vizinho, mas ninguém acredita; mesmo com os movimentos restritos, ele tenta deter o assassino.

 

“Janela Indiscreta” foi baseado no conto “Murder from a Fixed Viewpoint”, de Cornell Woolrich. Os direitos foram comprados por James Stewart. Os representantes da família do escritor acreditam que Spielberg deveria ter feito o mesmo e, por isso, entraram com uma ação contra o cineasta em Nova York.

 

Embora eu concorde que as tramas dos dois filmes são exatamente iguais, o processo me parece um exagero. “Paranóia” é uma homenagem a “Janela Indiscreta”, assim como “Dublê de Corpo” (1984), de Brian de Palma, ou mesmo “Blow Up” (1966), de Michelangelo Antonioni, de forma menos direta. Aliás, se todo cineasta fosse processado por citação a Hitchcock, não haveria mais filme de suspense. 

 

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08/09/2008 - 21:58

Que filme você recomendaria para as futuras gerações?

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Para comemorar seus 75 anos, o British Film Institute (Instituto Britânico do Cinema) convidou 75 personalidades do cinema a escolher que filme elas gostariam de compartilhar com as futuras gerações. Aí vão algumas das escolhas:

 

Juliette Binoche (atriz) – “O Sacrifício”, de Andrei Tarkovsky

Cate Blanchett (atriz) – “Stalker”, de Andrei Tarkovsky

Gurinder Chadha (diretora) – “Tokyo Story”, de Yasujiro Ozu

Terence Davies (diretor) – “As Oito Vítimas”, de Robert Hamer

Stephen Frears (diretor) – “O Terceiro Homem”, de Carol Reed

Paul Greengrass (diretor) – “A Batalha de Argel”, de Gillo Pontecorvo

Ken Loach (diretor) – “Trens Estritamente Vigiados”, de Jiri Menzes

Roger Moore (ator) – “Lawrence da Arábia”, de David Lean

Bill Nighy (ator) – “Mississippi em Chamas”, de Alan Parker

Michael Nyman (compositor) – “Luz Silenciosa”, de Carlos Reygadas

Ken Russell (diretor) – “Metrópolis”, de Fritz Lang

Julien Temple (diretor) – “O Atalante”, de Jean VIgo

 

O mais interessante desta lista é que ela escapa do lugar-comum. “Cidadão Kane”, por exemplo, não recebeu nenhum voto. Spielberg só teve um, por “O Império do Sol”. Já o pouco lembrado “Neste Mundo e no Outro”, da dupla Michael Powell e Emeric Pressburguer, teve três votos – o filme mais citado ao lado de “O Atalante”. E compositor Michael Nyman teve a ousadia de votar em um filme do mexicano Carlos Reygadas feito no ano passado e sem trilha sonora. Se é para chutar alto, meu voto iria para “Serras da Desordem”, do brasileiro Andrea Tonacci. E o seu, caro leitor?

 

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07/09/2008 - 19:12

No cinema fantástico, Del Toro é o cara

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A “Variety” diz que o cineasta mexicano Guillermo del Toro tem trabalho garantido até 2017. Depois de “The Hobbit”, espécie de “prequel” de “O Senhor dos Anéis” que será produzida por Peter Jackson, Del Toro deve dirigir cinco filmes para a Universal: os remakes de “Frankenstein”, “O Médico e o Monstro” e “Matadouro 5” e as adaptações dos livros “Drood”, de Dan Simmons, e “At the Mountains of Madness”, de H.P. Lovecraft”.

 

A Universal é esperta. Neste revival do filme fantástico (“O Senhor dos Anéis”, “Harry Potter” e “As Crônicas de Nárnia”), Del Toro é o nome mais talentoso – superior a Jackson. Em “Hellboy 2 – O Exército Dourado”, que estreou nesta sexta-feira, o mexicano prova ser capaz de criar seres e universos não-realistas originais e cativantes – como já feito no conta de fadas adulto “O Labirinto do Fauno”. Seus filmes têm uma certa aura dos filmes fantásticos do passado, como os animados por Ray Harryhausen (a série de “Simbad”, “Jasão e o Velo de Ouro”), mas com efeitos especiais do presente, mas nunca usados apenas por exibicionismo.

 

É por conta do talento visual de Del Toro que um filme relativamente banal como “Hellboy 2” fica bem acima da média hollywoodiana. Por outro lado, a produção baseada nos quadrinhos de Mike Mignola demonstra mais uma vez certas limitações do cinema do mexicano: ele é muito melhor para criar um universo do que para conduzir uma narrativa – o que costuma levar a filmes que começam muito fortes, mas perdem força no final.

 

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04/09/2008 - 22:29

Não vote em James Dale

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Como já escrevi antes nesta série especial do Olha Só sobre grandes políticos do cinema e da TV, feita em conjunto com o hotsite Eleições 2008 do IG, não existe figura mais emblemática nesse universo do que o presidente americano. Em 1996, foram lançados quase simultaneamente dois filmes em que esse mítico personagem enfrentava a mesmíssima situação: uma invasão alienígena. Mas os resultados não poderiam ser mais diferentes.

Em “Independence Day”, Thomas J. Whitemore (Bill Pullman) é o presidente heróico do senso comum no cinema americano: ex-piloto de caça na Guerra do Golfo, ele lidera pessoalmente a resistência aos ETs e faz justiça com as próprias mãos. Já em “Marte Ataca!”, de Tim Burton, James Dales (Jack Nicholson, que faz um segundo papel no filme) é um presidente de um cinema de guerrilha (feita, no caso, de dentro de Hollywood): vaidoso, ele quer aproveitar a invasão para se auto-promover e termina empalado em uma bandeira marciana. Abaixo, o trailer do filme.

Levando em conta que “Independence Day” é uma diversão acéfala e que “Marta Ataca!” é uma paródia brilhante, poderia-se concluir que o primeiro foi um fracasso e o segundo um êxito. Foi justamente o contrário, como ocorre muitas vezes no maluco mundo das bilheterias. Mas o subestimado “Marte Ataca!” é um filme para ser redescoberto a qualquer momento. E, para mim, o James Dale de Jack Nicholson é um dos grandes presidentes do cinema – mesmo sem ganhar meu voto.

Longo P.S.: os políticos anteriores da série foram Jefferson Smith de “A Mulher Faz o Homem” (1939), o barbeiro judeu de “O Grande Ditador” (1940), Charles Foster Kane de “Cidadão Kane” (1941), John Iselin de “Sob o Domínio do Mal” (1962), Merkin Muffley de “Dr. Fantástico” (1964), Porfírio Diaz e Felipe Vieira de “Terra em Transe” (1967) e Fielding Mellish de “Bananas” (1971).

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